Autoficção: os relatos pessoais como instrumento criativo para o fazer teatral em espaços não formais

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2022-03-11

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

The present work has as its theme the autofiction as a dramaturgical procedure in theater making. Starting from a brief historical context that observes the presence of autofiction in contemporary artistic manifestations, the study describes the practices and procedures of a creative process, which generated a play through autofictional stories, in a non-formal education space. The singularity as a starting point in the creative process is understood as an exercise in consciousness. Through personal narratives, skits were developed with a collective of women student-artists, who took their stories to the stage, developed strategies to emphasize the issues they wanted to address, and articulated the way they would like to be represented, through their texts and the way to stage them. Fictionalizing from memories led the group to explore the boundaries between the real and fiction, narrowing the relationship between art and life. The collective found in autofiction the possibility to poetize about reality, exploring the limits of representation and self-representation. Throughout this work, the course of this process is described, the context in which these autofictional practices emerged, the theoretical foundations that influenced them, the impacts of these praxis on the work created by the group, and the creative possibilities that these procedures can bring to other processes that are interested in investigating autofiction in theater.
O presente trabalho tem como tema a autoficção como procedimento dramatúrgico no fazer teatral. Partindo de um breve contexto histórico que observa a presença da autoficção em manifestações artísticas contemporâneas, o estudo descreve as práticas e os procedimentos de um processo criativo, que gerou uma peça através de relatos autoficcionais, em um espaço de ensino não formal. A singularidade como como ponto de partida no processo criativo é compreendida como um exercício de consciência. Através das narrativas pessoais foram desenvolvidas esquetes com um coletivo de mulheres artistas-aprendizes, que levaram para a cena suas histórias, desenvolveram estratégias para enfatizar as questões que queriam abordar e articularam a maneira que gostariam de ser representadas, através de seus textos e da maneira de encená-los. Ficcionar a partir das memórias, levou o grupo a explorar as fronteiras entre o real e a ficção, estreitando a relação entre arte e vida. O coletivo encontrou na autoficção a possibilidade de se poetizar sobre a realidade, explorando os limites da representação e da autorrepresentação. Ao longo deste trabalho é descrito todo o percurso deste processo, o contexto em que essas práticas autoficcionais surgiram, a fundamentação teórica que as influenciaram, os impactos dessas práxis na obra criada pelo grupo e as possibilidades criativas que esses procedimentos podem trazer para outros processos que tenham interesse em investigar a autoficção no teatro.

Descrição

Palavras-chave

Representação teatral, Ficção autobiográfica, Teatro (Literatura) - Técnica, Narrativas pessoais, Educação não-formal

Como citar