Análise do desenvolvimento motor e qualidade de vida de crianças de 18 a 42 meses de idade após o período agudo da pandemia Covid-19

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Data

2023-11-30

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O presente estudo teve como objetivo primário analisar o desenvolvimento motor e qualidade de vida, após o período agudo da COVID-19, de crianças com idades entre 18 e 42 meses, em função de características e oportunidades de estimulação no ambiente familiar, perfil socioeconômico e demográfico dos pais e o engajamento da criança em diferentes atividades e contextos ambientais. O objetivo secundário foi se a infecção pelo vírus pode ter impactado sobre o desenvolvimento da criança após o período agudo da pandemia. A avaliação foi realizada por meio de dois questionários: o primeiro continha uma anamnese para conhecer a criança e os cuidadores, o teste de affordances (AHEMD) que avalia as oportunidades para o desenvolvimento motor no ambiente domiciliar e o teste de qualidade de vida (PEDsQL) que avalia as capacidades físicas, os sintomas físicos, o aspecto emocional, a interação social e a cognição. O segundo, enviado posteriormente de acordo com a idade de cada criança, continha o teste ASQ-3 que avalia a comunicação, coordenação motora ampla, coordenação motora fina, resolução de problemas e interação social. Foram realizadas análises descritivas (médias, desvios-padrão e porcentagens) para classificar os dados coletados e análises não paramétricas e de contingência para testar as diferenças entre os grupos e a associação entre as variáveis categóricas resultantes dos testes aplicados, respectivamente. Os resultados não mostraram alterações nos testes motores, oportunidades de estimulação familiar e qualidade de vida das crianças e nem diferenças nestes testes entre as crianças que apresentaram diagnóstico para COVID-19 e as crianças que não tiveram diagnóstico clínico ou provável para a doença. Entretanto, análises de contingência mostraram que melhor qualidade de vida destas crianças está moderadamente associada (Cramer’s V= 0,593) ao número de filhos na família e, ainda, notou-se que os estímulos motores e oportunidades MUITO BOAS de estimulação oferecidas na residência, observadas no teste AHEMD para o desenvolvimento da criança, foram moderadamente associados com famílias de classes A e B (Cramer’s V= 0,461, p=0,03). Conclui-se, portanto, que crianças nascidas durante o período agudo da pandemia COVID-19, sendo aquelas que contraíram o vírus neste período não apresentaram impactos nos padrões de desenvolvimento para a idade e nem na qualidade de vida. Entretanto, a renda familiar e o número de filhos destas famílias apresentaram que podem, moderadamente, impactar o tipo de estimulação dada à criança e a sua qualidade de vida, sendo fatores importantes a serem considerados para esta avaliação e no acompanhamento da criança.
The primary objective of this study was to analyze the motor development and quality of life, after the acute period of COVID-19, of children aged between 18 and 42 months, depending on the characteristics and opportunities for stimulation in the family environment, the socioeconomic and demographic profile of the parents and the child's engagement in different activities and environmental contexts. The secondary objective was to determine whether the virus infection may have had an impact on the child's development after the acute period of the pandemic. The assessment was carried out using two questionnaires: the first contained an anamnesis to get to know the child and caregivers, the affordances test (AHEMD) which assesses opportunities for motor development in the home environment and the quality of life test (PEDsQL) which assesses physical abilities, physical symptoms, emotional aspects, social interaction and cognition. The second, sent later according to the age of each child, contained the ASQ-3 test which assesses communication, gross motor skills, fine motor skills, problem-solving and social interaction. Descriptive analyses were carried out (means, standard deviations and percentages) to classify the data collected and non-parametric and contingency analyses to test the differences between the groups and the association between the categorical variables resulting from the tests applied, respectively. The results showed no changes in the children's motor tests, opportunities for family stimulation or quality of life, and no differences in these tests between the children diagnosed with COVID-19 and the children who had no clinical or probable diagnosis of the disease. However, contingency analyses showed that better quality of life for these children is moderately associated (Cramer's V= 0.593) with the number of children in the family and, furthermore, it was noted that the motor stimulation and VERY GOOD stimulation opportunities offered in the home, observed in the AHEMD test for the child's development, were moderately associated with class A and B families (Cramer's V= 0.461, p=0.03). It can therefore be concluded that children born during the acute period of the COVID-19 pandemic, and those who contracted the virus during this period, had no impact on developmental patterns for their age or on quality of life. However, family income and the number of children in these families showed that they can moderately impact the type of stimulation given to the child and their quality of life, being important factors to consider for this assessment and in the follow-up of the child.

Descrição

Palavras-chave

Desenvolvimento motor, Qualidade de vida, COVID-19, Crianças Jovens, 18 a 42 meses, Development motor, Quality of life, Young children, 18 to 42 months

Como citar

POLO, Julia Karoline. Análise do desenvolvimento motor e qualidade de vida de crianças de 18 a 42 meses de idade após o período agudo da pandemia Covid-19. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Educação Física) - Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bauru, 2023.