Eu, Elas, Nós e a Ancestralidade : Escrevivências em Arte Educação do Instituto Esperança Garcia no Quilombo da Parada
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Data
2024-10-12
Autores
Orientador
Coutinho, Rejane Galvão 

Coorientador
Pós-graduação
Artes - IA
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Esta tese tem por objetivo compartilhar as escrevivências em arte-educação de mulheres negras que se conectaram por suas raízes e ancestralidade e vivem na diáspora brasileira. Nela, vamos encontrar a história do fortalecimento da autoestima, da identidade e do pertencimento, laços estes estabelecidos pela arte e pela organização de um espaço cultural independente, autodenominado Quilombo da Parada, gestionado pelo Instituto Esperança Garcia, fundado como um coletivo de mulheres negras por Raquel Almeida e Juliana Balduino, do sarau Elo da Corrente. Pretende-se com estas escrevivências contribuir para preencher uma lacuna histórica: o silenciamento das nossas vozes e histórias. Ao longo desse processo, foram muitas as vozes de mulheres que atravessaram e contribuíram para o registro das memórias aqui inscritas. Nessas escrevivências, as relações familiares, na educação, no trabalho e no fazer artístico se entrelaçam como um grande espelho, ora refletindo dores, ora amor e cuidado entre nós. A constituição de um espaço seguro de acolhimento e de trocas, e acesso a uma prática emancipadora têm como referência o movimento negro, os movimentos culturais e sociais, que visibilizam as vivências e experiências artísticas produzidas por mulheres negras.
Resumo (inglês)
This thesis aims to share the escrevivências in art education of black women who live in the Brazilian diaspora and are connected by their roots and ancestry. In it, we will find the story of the strengthening of self-esteem, identity and belonging, bonds established by art and by the organization of an independent cultural space, self-named Quilombo da Parada, managed by Instituto Esperança Garcia, founded as a collective of black women by Raquel Almeida and Juliana Balduino, from the soiree Elo da Corrente. These escrevivências intend to help fill a historical gap: the silencing of our voices and stories. Throughout this process, many women's voices have traversed this historical journey and contributed to recording the memories inscribed here. In these writings, relationships in families, work and artistic creation intertwine like a large mirror, sometimes reflecting pain, sometimes love and care between us. The constitution of a safe space for welcoming and exchange and access to an emancipatory practice are based on the black, cultural and social movements, which make visible the artistic experiences produced by black women.
Descrição
Idioma
Português
Como citar
BALDUINO, Juliana Ignácio. Eu, elas, nós e a ancestralidade: escrevivências em arte educação do Instituto Esperança Garcia no Quilombo da Parada. Orientadora: Rejane Galvão Coutinho. 2024. 398 f. Tese (Doutorado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, 2024.