Fitoterapia como alternativa a métodos tradicionais de tratamento da mucosite oral: revisão de literatura

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Data

2023-02-28

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Neoplasias malignas têm origem na replicação celular descontrolada em alguma parte do organismo. São doenças graves e requerem detecção e tratamento precoce para um bom prognóstico. O tratamento antineoplásico, seja por quimioterapia ou radioterapia de cabeça e pescoço, é responsável por inúmeros efeitos colaterais aos pacientes, dentre eles a mucosite oral. Essa afecção causa muita dor e é originada por danos gerados pela radiação ionizante ou por quimioterápicos às células basais do epitélio, desencadeando um processo inflamatório no tecido conjuntivo subjacente, com liberação de citocinas e outros mediadores inflamatórios. É caracterizada por eritema e/ou ulcerações generalizadas em mucosa oral, podendo se estender para a orofaringe. A fitoterapia vem sendo pesquisada há muitos anos como uma possível modalidade terapêutica no tratamento dessa condição. Datado desde as primeiras civilizações, o uso de plantas medicinais no tratamento de doenças ainda é muito realizado nos dias de hoje, e cada vez mais pesquisas são feitas nesse campo. Ademais, é estimulado pela facilidade de acesso, menor risco de efeitos colaterais e em razão da busca por estilos de vida mais saudáveis. Para o controle da mucosite oral, medicamentos com efeito anti-inflamatório, analgésico, antimicrobiano e/ou cicatrizante podem ser utilizados. Um fitofármaco que apresente algum desses efeitos é bom candidato para uso no tratamento desse efeito colateral de algumas terapias oncológicas. Já se identificam na literatura muitas plantas medicinais que podem ser aplicadas como recurso terapêutico para a mucosite oral, mas ela ainda carece de estudos que mostrem o real potencial desse tipo desse recurso para esse fim. Portanto, este estudo tem o objetivo de apresentar uma revisão de literatura sobre alguns fitoterápicos que já foram e são estudados para uso na prevenção e tratamento dos efeitos colaterais do tratamento oncológico, especificamente na mucosite oral.
Malignant neoplasms originate from uncontrolled cell replication in some part of the body. These are serious diseases and require early detection and treatment for a good prognosis. Antineoplastic treatment, whether by chemotherapy or head and neck radiotherapy, is responsible for several side effects to patients, including oral mucositis. This condition causes a lot of pain and occurs by damage caused by ionizing radiation or chemotherapeutic agents to the basal cells of the epithelium, triggering an inflammatory process in the underlying connective tissue, with the release of cytokines and other inflammatory mediators. It is characterized by erythema and/or generalized ulcerations in the oral mucosa, which can be extended to the oropharynx. Phytotherapy has been researched for many years as a possible therapeutic modality in the treatment of this condition. Dated on the first civilizations, the use of medicinal plants in the treatment of diseases is still very common today, and more and more research is being done in this field. In addition, it is encouraged by the ease of access, lower risk of side effects and the search for healthier lifestyles. To control oral mucositis, drugs with anti-inflammatory, analgesic, antimicrobial and/or healing effects can be used. A phytopharmaceutical that has any of these effects is a good candidate for use in the treatment of this side effect of some oncological therapies. Many medicinal plants that can be applied as a therapeutic resource for oral mucositis are already identified in the literature, but there is still a lack of studies that show the real potential of this type of resource for this purpose. Therefore, this study aims to present a literature review on some herbal medicines that have been and are being studied for use in the prevention and treatment of side effects of cancer treatment, specifically in oral mucositis.

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Palavras-chave

Estomatite, Fitoterapia, Protocolos antineoplásicos, Stomatitis, Phytotherapy, Antineoplastic protocols

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