O sujeito pixador: tensões acerca da prática da pichação paulista

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Data

2012-08-21

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

A pesquisa em mãos discute acerca da dimensão cultural e social da prática da pichação paulista, conhecido como “pixo” e ou Escola Paulista de Pichação, bem como da sua relação com as questões do ordenamento jurídico e dos movimentos de positivação da ilegalidade e da marginalidade por parte dos pichadores. Para tal empreitada partimos de alguns momentos destacáveis na história e no espaço que percebemos serem importantes de ênfase, momentos em que a escrita no espaço público urbano ganhou forma e fora posteriormente repelida pelo ordenamento e pelos governamentos locais. Falamos nas pichações políticas de Paris no maio de 1968, do grafite étnico e racial da cidade de Nova Iorque dos anos de 1970, da pichação de protesto político dos Palestinos, bem como do surgimento da pichação poética na capital paulista no final dos anos da década de 1970. A partir dessas primeiras diferenciações foi possível entendermos as características e particularidades da “pixação” paulista, o “pixo”, oriunda dos primeiros anos de 1980 e presente até hoje pelas grandes cidades do estado de São Paulo. Focando no movimento da “pixação” paulista – sobretudo nas cidades de São Paulo e de Campinas – procuramos entender as relações desse circuito e de seus atores – os pichadores – para com os programas de combate a prática da pichação, tão em voga nos municípios paulistas. Partindo do exemplo de Campinas, cidade que conta com este formato de programa anti-pichação desde março de 2009, arriscamos entender qual a relação do pichador e de sua prática – a escritura ilegal de nomes – com os diversos cerceamos jurídicos e morais que atingem esta forma de agir no espaço urbano. Buscamos em autores como Michel Foucault...
The research discusses about the cultural and social dimension of the practice of pichação in São Paulo, known as Pixo or Paulista School of Pichação, its relationship with the issues of legal and illegal movements and the positive illegality and marginality by the writers. For this task we set off from moments in history and space we perceive to be important: times when the writing on urban public space took shape and was subsequently repealed by the local people and by local governing. We talk about political graffiti in Paris on May 1968, ethnic and racial graffiti in the city of New York in the 1970s, the graffiti of political protest by Palestinians, as well as the emergence of poetic graffiti in downtown São Paulo at the end of the decade of 1970. From these early differentiations it was possible to understand the characteristics and peculiarities of pichação in São Paulo, the “Pixo”, which derived from the early 1980s and continued until now at big cities in São Paulo state. Focusing on the movement of “pichação” – especially in the cities of São Paulo and Campinas – we try to understand the relations of the Paulista circuit and its actors – taggers – with local programs against the practice of pichação, popular among local government officials/municipal officials/city managers. Following the example of Campinas, a city that has such a program since March 2009, we try to understand the relationship between the writer and their practice – writing illegal names – among various legal and moral limits that reach this act in the form of urban space. We turn to authors like Michel Foucault, Gilles Deleuze and Felix Guattari and others for theoretical tools and support to target that practice, trying to understand how self-writing and machine-war can be... (Complete abstract click electronic access below)

Descrição

Palavras-chave

Pichação de muros - História, Espaço urbano, Sociologia urbana

Como citar

MITTMANN, Daniel. O sujeito pixador: tensões acerca da prática da pichação paulista. 2012. 124 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências de Rio Claro, 2012.