Agrofloresta e reforma agrária: o caso do assentamento Mario Lago em Ribeirão Preto - SP

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Data

2015

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

A territory, as a category of geographical analysis, is defined by the power relations present on it. Historically at the Brazilian agricultural framework, those relations have resulted on land concentration, expropriation of rural workers and environmental degradation. So it is at the surroundings of the city of Ribeirão Preto - SP (Brazil), where the sugarcane industry hold most part of the available land and uses it for agribusiness. Thus, the present study aimed at analyzing the territorial transformations that occurred at the Mario Lago Agrarian Reform Settlement with regard to the Agroforestry Project that is being implemented, a model that runs against the present agro-industrial logics, as it has in essence the union between agriculture, man and forest. From the analysis made, it was revealed that adopting Agroforest Systems lead to the resumption of the autonomy of small farmers and to the increase of their appreciation for their work, combining food production and environmental preservation. It was concluded that the application of Agroforestry models by members of the Brazilian Landless Workers Movement (MST) is a feasible way for consolidating Agroecology practices in this country, comprising a power struggle and resistance against the Brazilian agrarian hegemony
O território enquanto categoria de análise geográfica tem por sua natureza as relações marcadas pelo poder. No quadro agrário brasileiro essa relação consiste historicamente na concentração de terras, na expropriação do trabalhador rural e na degradação ambiental. É o caso da região de Ribeirão Preto - SP, onde o setor sucroenergético detém grande parte das terras para uso do agronegócio. Deste modo, o presente trabalho teve como principal preocupação analisar as transformações territoriais engendradas no Assentamento de Reforma Agrária Mario Lago, no que diz respeito ao Projeto de Agrofloresta que vem sendo implantado, um modelo que segue em detrimento à atual lógica agroindustrial, pois tem por essência a união entre a agricultura, homem e a floresta. A partir da análise feita, foi possível perceber que a adoção de plantios agroflorestais significaram a retomada da autonomia dos pequenos agricultores e a valorização do trabalho que realizam, aliando a produção de alimentos à preservação ambiental. Conclui-se que a aplicação das práticas agroflorestais pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) é um caminho viável para a consolidação da Agroecologia no país, o que compreende uma força de luta e resistência contra a hegemonia agrária brasileira

Descrição

Palavras-chave

Geografia agrícola, Assentamentos rurais, Reforma agraria, Ribeirão Preto (SP)

Como citar

GOMES, Olívia Desuó. Agrofloresta e reforma agrária: o caso do assentamento Mario Lago em Ribeirão Preto - SP. 2015. 53 f. Trabalho de conclusão de curso (bacharelado - Geografia) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, 2015.