Museu dos afetos: uma cerâmica que afeta, cura e conecta à ancestralidade

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Data

2021-09-21

Orientador

Dalglish, Lalada

Coorientador

Pós-graduação

Artes - IA

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta pesquisa aborda aspectos sobre museu, cerâmica, racismo, ancestralidade e cura, mas fala, principalmente, sobre bonecas, infância e arte. Os processos artísticos que apresento aqui transformaram minha existência afrodescendente em uma coleção de rituais artísticos. Esta tese reúne e expõe uma costura de dois temas que me são muito caros, o museu e a cerâmica. Esses dois elementos juntos atuam no resgate de questões da herança histórica e da identidade, convidando a olhar, documentar e expor elementos que vivificam experiências de arte e vida. A partir desse contexto, fiz um recorte mais específico, trazendo produções cerâmicas marcadas pela afrodescendência. Busquei abordar como esse tema se faz presente nas produções artísticas contemporâneas, apresentando um panorama das raízes da cerâmica negra no país. Dirijo um olhar para a produção com argila no continente africano e, também, para a cerâmica quilombola no Brasil, a fim de observar e discutir como o barro tem se mostrado como potência para acolher insurgências da ancestralidade na produção artística. Esta escrita me permitiu descobrir uma relação íntima entre aspectos da vida que são afetados pela história social e que podem ser atravessados pela arte. Pensar raízes culturais e ancestralidade em trabalhos artísticos configura um olhar às origens, com respeito e admiração, um ato de acolhimento de nossa própria história, cuidando dessas memórias, guardando, documentando e expondo em um museu. O recorte desta pesquisa tem como foco uma teoria sobre a ancestralidade, memória, cura, arte cerâmica, arte cerâmica africana e afrodescendente. O texto é composto pela relação de pesquisa teórica e prática, permeada por uma narrativa de processos artísticos e histórias vividas. Através da argila foi possível discutir estruturas sociais de racismo, propor ações artísticas de cura e acreditar que tudo isso merece estar no museu, de modo que outras pessoas possam ter acesso a esse conhecimento, sem tantos percalços, como foi para mim.

Resumo (inglês)

This research addresses aspects of museums, ceramics, racism, ancestry and healing, but it mainly talks about dolls, childhood and art. The artistic processes I present here have transformed my Afro-descendant existence into a collection of artistic rituals. This thesis brings together and exposes a seam of two themes that are very dear to me, the museum and ceramics. These two elements together act in the rescue of issues of historical heritage and identity, inviting people to look at, document and expose elements that give life to art and life experiences. From this context, I made a more specific cut, bringing ceramic productions marked by African descent. I sought to approach how this theme is present in contemporary artistic productions, presenting an overview of the roots of black ceramics in the country. I look at clay production on the African continent and also at quilombola pottery in Brazil, in order to observe and discuss how clay has shown itself to be a power to accommodate ancestral insurgencies in artistic production. This writing allowed me to discover an intimate relationship between aspects of life that are affected by social history and that can be traversed by art. Thinking about cultural roots and ancestry in artistic works configures a look at the origins, with respect and admiration, an act of welcoming our own history, taking care of these memories, saving, documenting and exhibiting in a museum. The outline of this research focuses on a theory about ancestry, memory, healing, ceramic art, African and Afro-descendant ceramic art. The text is composed of the theoretical and practical research relationship, permeated by a narrative of artistic processes and lived stories. Through clay, it was possible to discuss social structures of racism, propose artistic healing actions and believe that all of this deserves to be in the museum, so that other people can have access to this knowledge, without so many problems, as it was for me.

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Idioma

Português

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