O governo protetor: a representação do poder político em cerimoniais régios portugueses (séc. XVIII-XIX)

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Data

2006-12-01

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Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História

Resumo

Ao inventariarmos as grandes celebrações da monarquia portuguesa, encontraremos algumas que são cerimoniais eminentemente religiosos. Dentre eles, há a procissão do Anjo da Guarda do Reino de Portugal (no terceiro domingo de julho), instituída no século XVI como celebração da realeza, das quais toda a Corte participava e eram realizadas por todo o reino português. Também as aclamações de Da. Maria I (1777) e D. João VI (1818) utilizam elementos de caráter religioso (símbolos e idéias). Estas celebrações colocam-nos a hipótese de uma série de articulações entre os procedimentos religiosos e o poder real. em função do exame daquelas procissões e destes cerimoniais, procuramos esboçar uma imagem do rei português: um rei-protetor, detentor de um poder de salvação.
We investigate the Portuguese royal ceremonies during the XVIII century, and we find some that are eminently religious ceremonies. Especially, there is a Portuguese Kingdom's Guardian Angel's procession (in third Sunday of July), established in the XVI century as a royal ceremony, when all the Court participated in it and this ceremony happened throughout the Portuguese kingdom. The royal coronation of the Da. Maria I (1777) and D. João VI (1818) had some religious aspects. These ceremonies let us to consider the connection between religious procedures and royal power. Consequently, when we investigate these ceremonies, we consider the Portuguese king was conceived as a protector-king, as the royal Portuguese power had a religious power of salvation.

Descrição

Palavras-chave

Cerimoniais régios, poder monárquico, teologia política, royal ceremonies, monarch power, theology politics

Como citar

Varia Historia. Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História, v. 22, n. 36, p. 476-493, 2006.

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