A espacialidade no romance histórico francês no século XIX: Balzac, Hugo e Elémir

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Data

2013-05-29

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Dans un premier temps, ce travail fait la distinction parmi les plusieurs dénominations de ce que l’on appelle roman historique pour choisir seulement un type parmi eux. Selon divers critiques contemporains, le roman historique traditionnel est né avec l’oeuvre de Walter Scott, dans le Romantisme Anglais. Cependant, c’est la France du XIXe siècle qui a connu la plus grande expression de cet espèce de roman, avec la parution de Les chouans (1829) et Notre-Dame de Paris (1831). Il faut aussi distinguer le roman historique traditionnel des autres types de romans historiques, três célèbres et répandus dans la même époque, que tantôt utilisaient l’histoire comme toile de fond, tantôt romançaient cette même histoire (et là on peut citer, par exemple, La Reine Margot, paru en 1845). En effet, le parcous théorique part de théoriciens comme Louis Maigron (1866-1954), passe par Georg Lukàcs (1885-1971), allant jusqu’à Jean Molino (1945) et Claudie Bernard (sans date de naissance connue), dans la deuxième partie du XXe siècle. Donc, le travail de recherche consiste en la lecture, le réperage et l’analyse des extraits, nottament ceux liés à la description de l’espace, l’établissement de parallèles entre eux, et la compréhension du rapport espace-roman historique du XIXe siècle. Pour composer le corpus, un ‘microgenre’ a été établi (microgenre peut désigner, d’après Molino (1975), un groupe « d’oeuvres proches par le temps et par le lieu, qui appartiennent à un même ensemble culturel et entre lesquelles existent de nombreux liens de filiation, influence, ressemblance, etc. »). Ainsi, les romans choisis, Les Chouans (1829) de Honoré de Balzac, Quatrevingt-treize (1874) de Victor Hugo et Sous la hache (1883) de Élémir Bourges, appartiennent à la France du XIXe siècle. Il faut dire encore que le roman historique traditionnel français du XIXe siècle a été l’expression authentique...
Inicialmente o trabalho distingue as várias denominações desse tipo de romance para fazer a escolha de uma delas. De acordo com diversos críticos contemporâneos, o romance histórico tradicional nasceu pelas mãos de Sir Walter Scott, no Romantismo inglês. Entretanto, foi na França oitocentista que este tipo de romance alcançou sua maior expressão com obras como Les chouans (1829) e Notre-Dame de Paris (1831). É preciso distinguir também o romance histórico tradicional daqueles outros tipos muito célebres e comuns que, naquela época, utilizavam a história como pano de fundo, ou romanceavam essa mesma história (e aqui podemos citar, por exemplo, La Reine Margot, de 1845). Assim, o percurso teórico parte de teóricos como Louis Maigron (1866-1954) passa por Georg Lukàcs (1885-1971) até Gérard Gengembre (1949), Jean Molino (1945) e Claudie Bernard1, já na segunda metade do século XX. O trabalhou centrou-se em um embate direto com os textos literários, objetivando caracterizar a construção da espacialidade nos romances do corpus escolhido. A escolha dos romances partiu do conceito de micro-gênero (Molino, 1975), que estabelece a determinação de características em comum entre as obras a serem analisadas, como, por exemplo, o tema ou a data de publicação. Dessa forma, baseando-se na data e local de publicação (França do século XIX), foram escolhidos os seguintes romances: Les Chouans (1829) de Honoré de Balzac, Quatrevingt-treize (1874) de Victor Hugo e Sous la hache (1883) de Élémir Bourges. A partir da leitura e análise da realização de algumas reflexões a respeito dessas obras, pôde-se comprovar que, apesar da distância temporal entre a publicação delas, todas seguem o mesmo padrão de definição da espacialidade e fazem parte da mesma escola literária, o Romantismo. Resta dizer que o romance histórico tradicional francês do século XIX foi a expressão autêntica de um povo castigado pelas...

Descrição

Palavras-chave

Balzac, Honore de 1799-1850, Hugo, Victor 1802-1885, Bourges, Élémir, Literatura, Literature

Como citar

RIBEIRO, Rosária Cristina Costa. A espacialidade no romance histórico francês no século XIX: Balzac, Hugo e Elémir. 2013. 171 f. Tese (Doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciencias e Letras (Campus de Araraquara), 2013.