Avaliação histológica e imunohistoquímica da cicatrização de pele influenciada pelo tratamento tópico de própolis vermelha brasileira

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Data

2023-01-30

Autores

Conceição, Mariana

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

A cicatrização de feridas cutâneas é um processo altamente complexo que quando desequilibrado leva a situações patológicas como feridas crônicas, queloides e outras. A Própolis Vermelha Brasileira (PVB), um material resinoso coletado pelas abelhas a partir de resinas e exsudatos vegetais, tem sido estudada por suas atividades biológicas antioxidante, anti-inflamatória, antitumoral, entre outras. Tendo em vista tais ações, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito cicatrizante da própolis vermelha em feridas de pele. Utilizando um modelo de indução de feridas cutâneas, ratos Wistar machos (n=6) divididos da seguinte forma: FST/Controle: animais feridos sem tratamento; HLC+P: feridas tratadas com solução hidroalcoólica de PVB a 1%; e PAS+P: feridas cutâneas tratadas com pasta contendo PVB a 1%. Os animais foram tratados por 3, 7 ou 14 dias e depois sacrificados (aprovação do Comitê de Ética sob o protocolo IBB-9793211119). Análises macroscópicas foram realizadas para avaliar a porcentagem de retração da lesão e os parâmetros clínicos de cogulação, epitelização, tecido de granulação e formação de crosta. Foram feitas análises histológicas por coloração HE e Masson, e técnica imunohistoquímica para análise de, respectivamente: células totais; colágeno total; α-SMA, colágeno I, colágeno III, FGF, Ki67, MMP-9, S100A4, TGF-β3 e VEGF. Análises bioquímicas das enzimas antioxidantes SOD, MPO, GR e GSH, complementadas à quantificação das citocinas IL-10 e TNF-α por ensaio imunoenzimático permitiram a avaliação das atividades antioxidantes e anti-inflamatórias da PVB quando comparada ao tratamento com um fármaco cicatrizante de uso comercial. As análises estatísticas foram realizadas usando GraphPad Prism 5.01 com 5% de significância. Os resultados da macroscopia mostraram nenhuma diferença entre as porcentagens de retração da lesão, no entanto, a própolis em solução hidroalcoólica e pasta administrada durante 14 dias apresentou parâmetros clínicos de epitelização aumentados, bem como de formação de crosta diminuídos. Na microscopia, a própolis modificou a expressão de moléculas importantes nas fases de proliferação (especialmente VEGF e TGF-β3) e remodelamento tecidual (MMP-9 e colágenos). Pela correlação entre resultados macro e microscópicos, concluiu-se que a própolis vermelha brasileira possui potencial benéfico à cicatrização fisiológica da pele. Os resultados deste trabalho foram publicados no artigo científico “Histological, Immunohistochemical and Antioxidant Analysis of Skin Wound Healing Influenced by the Topical Application of Brazilian Red Propolis” em 2022 na revista Antioxidants.

Descrição

Palavras-chave

Cicatrização, Experimental, Pele, Própolis vermelha

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