Sentimentos das crianças um ano após a pandemia COVID-19: uma análise segundo o Children’s Anxiety Questionnaire

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Data

2022-12-12

Autores

Cantagallo, Jéssica Cristina

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Introdução. A pandemia SARS-CoV-2 (COVID-19) trouxe consigo mudanças a serem vivenciadas e exigências de isolamento impostas para evitar que o novo vírus se espalhasse pela comunidade. Os indivíduos, em especial as crianças, experimentaram algo diferente, por vezes conflitante e altamente estressante, tornando-os mais vulneráveis a novas emoções como a depressão, estresse e ansiedade. Objetivo. O objetivo foi avaliar os sentimentos positivos e negativos de crianças do Estado de São Paulo, um ano após o início da pandemia COVID-19. Método. Trata-se de dados parciais de um estudo transversal realizado entre os meses de março e maio de 2021. A coleta de dados foi realizada através de um questionário on-line na plataforma Google Forms, distribuído pelas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram) e contatos pessoais dos autores (WhatsApp e email). No presente estudo, utilizou-se escores do Children’s Anxiety Questionnaire (CAQ) e quatro questões norteadoras: “Conte-nos o que te deixa feliz e contente?”, “Conte-nos o que te deixa calmo e tranquilo?”, “Conte-nos o que te deixa tenso e nervoso?”, “Conte-nos o que te deixa preocupado e com medo?”. Participaram da pesquisa crianças entre 6 e 12 anos e seus pais ou responsáveis. Resultados. Um total de 581 participantes do estado de São Paulo acessaram o instrumento de coleta de dados, não havendo recusa na participação. A idade média das crianças foi igual a 8,90 ± 2,05 anos. Das crianças, 50,3% (n = 292) eram meninas. Pouco foi relatado sobre aspectos positivos do isolamento. Atividades de lazer como brincar, sair de casa e andar de bicicleta foram reportadas pelas crianças pôr as deixarem felizes e contentes. Já os eletrônicos como TV, celular e videogame foram os responsáveis por deixarem as crianças calmas e tranquilas. Além disso, as crianças relataram que fatores que as deixam tensas e nervosas eram as atividades escolares como provas, aulas online e prazos para entrega de atividades. O fator apontado por deixar as crianças preocupadas e com medo foi o medo de que conhecidos ou ela própria contraísse COVID-19. Discussão: Esses resultados se assemelham a estudos realizados em outros países, onde a distração e o meio de comunicação com outras pessoas também foram através de eletrônicos. Sentimentos de ansiedade e depressão foram os mais relatados, tendo em vista que em crianças que já possuíam algum tipo de distúrbio comportamental esses sentimentos eram ainda mais exacerbados. Ademais a preocupação e ansiedade das crianças condiz muito com a situação familiar e do modo em que os seus responsáveis lidam com o estresse causado pelo isolamento. Conclusão. Conclui-se que as emoções de crianças de seis a doze anos do Estado de São Paulo foram diretamente ligadas com o cenário em que elas se encontravam e os prejuízos a serem enfrentados por essa população a longo prazo devem ser monitorados.

Descrição

Palavras-chave

Ansiedade, Crianças, COVID-19, Emoções

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