Leucina versus isoleucina no tratamento da encefalopatia hepática: ensaio clínico randomizado e duplo-cego

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Data

2017-02-17

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Introdução: Os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) são parte do tratamento da encefalopatia hepática (HE) e aumentam a perfusão cerebral. Como são compostos por três aminoácidos diferentes, as proporções de cada um variam nos ensaios clínicos, tornando difícil esclarecer qual substância está mais envolvida na perfusão cerebral e em outros parâmetros significativos. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos clínicos e de perfusão cerebral obtidos pela suplementação de leucina versus isoleucina para tratamento da HE. Métodos: Cinqüenta pacientes ambulatoriais com cirrose e HE foram randomizados para receber suplementos orais contendo 30 g de leucina ou isoleucina diariamente, por um ano. As avaliações clínicas e a avaliação nutricional foram realizadas bimestralmente. A Tomografia Computadorizada cerebral por emissão de fóton único (SPECT) e a cintilografia cerebral dinâmica foram realizadas pré-tratamento e em 1, 8 e 12 meses de suplementação. Vinte e sete indivíduos concluíram o estudo (16 com isoleucina e 11 com leucina). Resultados: O aumento da perfusão cerebral foi observado apenas no grupo isoleucina. O aumento foi documentado aos 8 meses de tratamento tanto pelo SPECT como pela cintilografia cerebral (p <0,001 e p = 0,05, respectivamente) e pelo SPECT no 12º mês (p <0,05). Foi associado a uma melhora significativa de HE em 8 e 12 meses neste grupo (p = 0,008 e 0,004, respectivamente), o que foi menos claro no grupo leucina (p = 0,313 e 0,055, respectivamente). Conclusões: A suplementação de isoleucina permitiu alcançar um melhor impacto nas manifestações de HE e na perfusão cerebral de pacientes com cirrose. Os resultados sugerem que pacientes com HE devem receber mais isoleucina do que leucina.
Introduction: Branched chain amino acids (BCAA) are part of hepatic encephalopathy (HE) treatment and lead to brain perfusion increasing. As they are composed by three different amino acids, the proportions of each one vary in the clinical trials, making difficult to clarify which substance is more involved in brain perfusion and other significant endpoints. The aim of this study was to compare clinical and brain perfusion effects obtained by supplementation of leucine versus isoleucine for HE treatment. Methods: Fifty outpatients with cirrhosis and HE were randomized to receive oral supplements containing 30 g of leucine or isoleucine on a daily basis for one year. Clinical evaluations and nutritional assessment were performed bimonthly. Brain Single Photon Emission Computed Tomography (SPECT) and dynamic brain scintigraphy were performed pretreatment and at 1, 8 and 12 months of supplementation. Twenty-seven subjects concluded the study (16 taking isoleucine and 11 taking leucine). Results: Increasing in brain perfusion was observed only in the isoleucine group. The increase was documented at 8 months of treatment by both SPECT and brain scintigraphy (p<0.001 and p= 0.05, respectively) and by SPECT at the 12th month (p <0.05). It was associated with a significant HE improvement at 8 and 12 months in this group (p=0.008 and 0.004, respectively), which was less clear in the leucine group (p=0.313 and 0.055, respectively). Conclusions: Isoleucine supplementation allowed achieving a better impact on HE manifestations and brain perfusion of patients with cirrhosis. The results suggest that patients with HE should receive more isoleucine than leucine.

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Palavras-chave

Cirrose hepática, Encefalopatia hepática, Aminoácidos de cadeia ramificada, Leucina, Isoleucina, Hepatic encephalopathy, Liver cirrhosis, Branched chain amino acids

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