Anatomia comparada do lenho de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) e Tocoyena formosa (Rubiaceae) que ocorrem no cerrado e na caatinga

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Data

2014-02-26

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

The cerrado and caatinga are Brazilian phytogeographic domains which differ mainly in relation to latitude, temperature, water availability and soil conditions. Thus, in order to verify anatomical strategies, our goal was compare the wood anatomy of Tabebuia aurea (Bignoniaceae) and Tocoyena formosa (Rubiaceae) occurring in cerrado and caatinga to test whether anatomical differences occur and whether individuals belonging to caatinga exhibit a greater degree of xeromorphism. In cerrado we collected in Pratânia municipality, São Paulo state (22 º 48'35 '' S and 48 º 39'57 '' W) and in caatinga in São João do Cariri municipality, Paraíba state (7 º 23'27 '' S and 36 ° 32'2 '' W) and Serra Branca municipality, Paraíba state (7 º 29'14 '' S and 36 º 39'51 '' W). We collected wood samples from five individuals of each species in each area. We observed in the field a striking difference in bark thickness of the T. aurea belonging two different environments, so we collected bark samples from this species and we compared the bark percentage in these samples. The results of MANOVA showed that individuals of the two species differed by anatomical characters in different environments, showing a meaningful p value. Related to T. aurea individuals from cerrado invest in protective tissue observed by larger thickness of the bark and in radial conduction by greater height and width of rays. In caatinga, individuals invest in conductivity and water security observed by vessels of narrow diameter. Regarding to T. formosa the xeromorphic characters, like index group, vessel frequency and vulnerability and mesomorphy index were more pronounced in individuals from cerrado. We hypothesized that the soil conditions of the cerrado that shows high levels of aluminum should be more effective in this response as temperature and precipitation
O cerrado e a caatinga são domínios fitogeográficos brasileiros que apresentam diferenças principalmente em relação à latitude, temperatura, disponibilidade hídrica e condições edáficas. Assim, visando identificar estratégias anatômicas, o nosso objetivo foi comparar a anatomia do lenho de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) e Tocoyena formosa (Rubiaceae) ocorrentes no cerrado e na caatinga para testar se ocorrem diferenças anatômicas e se os indivíduos pertencentes à caatinga apresentam maior grau de xeromorfismo. Realizamos as coletas do cerrado no município de Pratânia – SP (22º 48’35’’ S e 48º 39’57’’ W) e as de caatinga nos municípios de São João do Cariri - PB (7º 23’27’’ S e 36º 32’2’’ W) e Serra Branca – PB (7º 29’14’’ S e 36º 39’51’’ W). Coletamos amostras do lenho de cinco indivíduos de cada espécie, em cada domínio e, pelo fato de observarmos em campo a diferença de espessura da casca de T. aurea nos dois domínios, comparamos a porcentagem de casca nas amostras dessa espécie. Os resultados da MANOVA mostraram que os indivíduos das duas espécies se diferenciaram pelos caracteres anatômicos, nos diferentes ambientes, com um valor p significativo. Para T. aurea, os indivíduos do cerrado investem em produção de tecido de proteção observado pela maior espessura da casca e em condução radial pela maior altura e largura dos raios. Na caatinga, os indivíduos investem em condução e segurança hídrica, pelo menor diâmetro tangencial dos vasos. Em relação à T. formosa, os caracteres xeromórficos como índice de agrupamento, frequência de vasos e índices de vulnerabilidade e mesomorfia, foram mais marcantes nos indivíduos do cerrado. Entendemos que essa resposta seja devido às condições edáficas do cerrado que apresenta solos com alto teor de alumínio, e que não esteja relacionado às condições de temperatura e precipitação

Descrição

Palavras-chave

Tabebuia, Rubiacea, Madeira - Anatomia, Xilema, Cerrados, Plantas da caatinga, Caatinga plants

Como citar

DÓRIA, Larissa Chacon. Anatomia comparada do lenho de Tabebuia aurea (Bignoniaceae) e Tocoyena formosa (Rubiaceae) que ocorrem no cerrado e na caatinga. 2014. 116 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Instituto de Biociências de Botucatu, 2014.