Avaliação do pH das secreções em hipofaringe, durante laparoscopia ginecológica: é seguro o emprego da máscara laríngea?

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Data

2014-02-14

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Introduction: Although controversial, the laryngeal mask is now widely used for laparoscopies. In gynecological laparoscopy, in particular, there is an increase in the intra-abdominal pressure associated with the head-down position used during the procedure and an increase in the potential risk factors for the regurgitation of gastric contents with the potential to compromise the airways, and therefore, the occurrence of such phenomena during gynecological laparoscopy needs to be evaluated. Objectives - To evaluate the safety of using a ProSeal laryngeal mask airway (LMA-P) during gynecological laparoscopy, assessing the risk of regurgitation of gastric contents by measuring the pH of secretions in the hypopharynx during the anesthetic/surgical procedure. Methods - In total, 80 patients were evaluated who were under general anesthesia for gynecological laparoscopy in which airway access was maintained using a ProSeal laryngeal mask airway. Secretions in the hypopharynx were collected by aspiration using an esophageal drainage tube to measure their pH at various times during the anesthetic/surgical procedure. We used pH test strips, pH 2-9 (Merck, Darmstadt, Germany), and in case of any doubts, a pH meter was also used. A pH of ≤ 4.0 was considered positive for the regurgitation of gastric contents. Results - None of the pH measurements of analyzed secretions in the hypopharynx had a pH of ≤ 4.0. The mean pH of the secretions varied from 6.34 for the lower means to 6.50 for the higher means when measured at different time points, which are comparable to the normal pH of saliva. Conclusion - From these results, we conclude that the ProSeal laryngeal mask airway is a safe alternative for anesthesia during laparoscopic surgery for patients without risk factors for the regurgitation of gastric contents
Introdução - Apesar de controvérsias, a máscara laríngea passou a ser utilizada em larga escala em laparoscopias. Nas ginecológicas, em especial, que têm no aumento da pressão intra-abdominal, associado à posição de céfalo-declive empregada durante o procedimento, fatores com potencial de risco de provocar regurgitação de conteúdo gástrico, com possibilidade de comprometimento de vias aéreas, faz-se necessária uma avaliação para a ocorrência de tal fenômeno. Objetivo - Avaliar a segurança do uso da máscara laríngea, em laparoscopia ginecológica, com relação ao risco de regurgitação de conteúdo gástrico, medindo o pH das secreções de hipofaringe, durante o procedimento anestésico-cirúrgico. Método - Foram avaliadas 80 pacientes submetidas à anestesia geral para laparoscopia ginecológica, com acesso a via aérea garantida pelo uso da máscara laríngea ProSeal (MLA-ProSeal). As secreções da hipofaringe foram coletadas por aspiração através do tubo de drenagem esofágica, para medida do pH, em vários momentos do ato anestésico-cirúrgico. Utilizamos as fitas medidoras de pH de 2 a 9 – Merck, Darmstadt – Alemanha e um ph-metro de bancada foi utilizado em caso de dúvidas. O pH ≤ 4,1 foi considerado como positivo para regurgitação de conteúdo gástrico. Resultados - Após análise das medidas do pH das secreções de hipofaringe, não se encontrou nenhum valor de pH ≤ 4,1. O pH das secreções variou com médias de 6,34 a 6,50 nos diversos momentos medidos, compatível com o pH normal da saliva. Conclusão - Com os resultados obtidos, concluiu-se que a máscara laríngea ProSeal é uma alternativa segura para a realização do ato anestésico em cirurgia laparoscópica, nos pacientes que não apresentem fatores de risco para regurgitação de conteúdo gástrico

Descrição

Palavras-chave

Máscaras laríngeas, Anestesiologia - Aparelhos e instrumentos, Laparoscopia, Estomago - Secreções, Stomach Secretions

Como citar

LEMOS, Jeconias Neiva. Avaliação do pH das secreções em hipofaringe, durante laparoscopia ginecológica: é seguro o emprego da máscara laríngea?. 2014. 59 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, 2014.