Civilização suficientemente boa? Do princípio do desamparo humano ao desamparo como princípio humano

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Data

2008-12-17

Orientador

Hashimoto, Francisco

Coorientador

Pós-graduação

Psicologia - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A constituição da civilização e da cultura tem sido alvo de estudos e hipotetizações durante muitos anos. A discussão na Psicanálise foi pautada, principalmente, pelo conflito existente entre a liberdade pulsional humana e as restrições que a convivência em conjunto impõem. Este impasse, portanto, marca a principal discussão acerca da angústia social que se observa na civilização. Atualmente, dadas as novas características encontradas na sociedade contemporânea, a discussão alcança um novo patamar. Neste sentido, o desamparo é posto como novo pilar dentro do estudo da angústia social atual. Isto porque o projeto proposto pela modernidade, em que o homem é posto como medida de todas as relações do mundo, lançouo em um movimento de ruptura com todas as tradições e costumes que até então amparavam seus atos. Dessa forma, este trabalho procura compreender a noção de desamparo da Psicanálise, assim como sua influência na estruturação social e cultural da humanidade. Para tanto, após revisão bibliográfica, realiza-se uma análise, tendo como foco o desamparo, de diferentes obras psicanalíticas que retratam épocas diferentes do desenvolvimento civilizatório. Por fim, após estas análises, compreendemos que o desamparo não constitui algo negativo dentro do desenvolvimento da cultura. O desamparo constitui, desse modo, a possibilidade de reconhecimento da falta, da incompletude de sua existência e que, portanto, possibilita ao homem lançar-se em direção à representações que possam preencher o espaço deixado vazio pelo objeto perdido. Assim, o desamparo demonstra sua importância não somente no que tange ao desenvolvimento do instinto gregário, tão essencial para uma civilização, como para a constituição do circuito pulsional. Enfim, concluímos que o desamparo...

Resumo (inglês)

The constitution of the civilization and the culture has been issue of studies and hypotheticals for many years. The discussion in Psychoanalysis were ruled, mainly, by the conflict existent between the freedom instinct and the restrictions that the living together imposes. This impasse, therefore, brands the main discussion about the social anguish that can be observed in civilization. Nowadays, because of the new characteristics found in the contemporary society, the discussion gains a new landing. So far, the abandon is placed as the new pillar in the current social anguish study. Since the project proposed by the modernity in which the man is placed as measure of all world’s relations, put him in a rupture movement with all traditions and customs that, so far, sheltered his acts. In this way, this work tries to understand the abandon notion inside the Psychoanalysis as well as its influence in the humankind social and cultural structure. For this, after bibliographic review, we have made an analysis, having as focus the abandon, of different psychoanalytical works that retracts different periods of the civilization development. Finally, after these analyses, we comprehended that the abandon does not constitute something negative in the culture development. The abandon constitutes, in this way, the possibility to recognize the absence, the incompleteness of its existence and thus, enables the man to throw himself in the direction of the representations that can fulfill the empty space left by the lost object. Thus, the abandon demonstrates its importance not only to what regards to the development of the gregarious instinct, so essential to a civilization, but also in the constitution... (Complete abstract click electronic access below)

Descrição

Idioma

Português

Como citar

HOSHINA, Hélio Yoshiyuki. Civilização suficientemente boa? Do princípio do desamparo humano ao desamparo como princípio humano. 2008. 116 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, 2008.

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