Psicologia sob custódia : o exame criminológico na engrenagem da opressão
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Data
Autores
Orientador
Santos, Davis Perez Bispo dos 

Coorientador
Pós-graduação
Psicologia - FCLAS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as
demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas, comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo.
Resumo (português)
Esta dissertação promove uma análise crítica do papel da psicologia no sistema prisional brasileiro, concentrando-se no exame criminológico (EC) como ferramenta técnico-legal que tem subsidiado decisões judiciais sobre progressão de regime e manutenção da pena privativa de liberdade. Com base no Materialismo Histórico-Dialético (MHD) como referencial teóricometodológico, examina-se a interconexão entre Estado, instituições prisionais e mecanismos de controle social, a partir de um panorama histórico que mostra como leis e práticas punitivas reforçaram desigualdades de classe desde a transição do feudalismo para o capitalismo. Foi realizado um levantamento bibliográfico de teses e dissertações (2006-2021) que aponta críticas frequentes à atuação dos psicólogos no cárcere, incluindo a falta de solidez científica do EC, conflitos éticos e a reprodução de estereótipos que fortalecem a seletividade penal. Além disso, analisa-se a inserção da psicologia no sistema prisional após a Lei de Execução Penal (1984), ressaltando tensões entre o Poder Judiciário e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), bem como o desalinhamento entre formação acadêmica, normas éticas e as demandas institucionais. Por fim, pode-se afirmar que a pesquisa apontou para a necessidade de reconhecer o exame criminológico como instrumento que naturaliza a opressão, transformando problemas estruturais em “desvios individuais”. Essa prática avaliativa, desvinculada de uma abordagem emancipatória, reforça o papel político das prisões na gestão da marginalidade e perpetua ciclos de exclusão. Diante disso, sugere-se redirecionar a Psicologia para práticas críticas,
comprometidas com a defesa irrestrita dos direitos humanos e com a superação das desigualdades produzidas pelo poder punitivo.
Descrição
Palavras-chave
Exame criminológico, Psicodiagnóstico, Psicologia do sistema prisional, Marginalização, Punição, Opressão (Psicologia), Criminological examination, Psychological assessment, Prison system, Marginalization, Punishment
Idioma
Português
Citação
MACEDO, Edson Ferreira de. Psicologia sob custódia: o exame criminológico na engrenagem da opressão. 2025. 123 p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.


