Educação financeira para além da matemática: diálogos de docentes envolvendo diferentes áreas do conhecimento
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Data
Autores
Orientador
Mazzi, Lucas Carato 

Coorientador
Pós-graduação
Educação Matemática - IGCE
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta dissertação inscreve-se no campo da Educação Matemática e tem como foco a Educação Financeira numa perspectiva crítica, buscando compreender: Quais características do discurso neoliberal são mobilizadas nas discussões sobre tópicos de Educação Financeira entre professores de diferentes áreas do conhecimento? A pesquisa está inserida em um projeto guarda-chuva financiado pela FAPESP e se desenvolveu por meio de encontros com sete participantes: quatro docentes da Educação Básica, dois supervisores de ensino e uma docente externa, sendo a coordenadora do Projeto FAPESP, promovendo espaços dialógicos para a problematização de assuntos, temas e tópicos relacionados à Educação Financeira. A abordagem metodológica adotada foi de natureza qualitativa, com um design emergente, e envolveu a análise de falas dos participantes a partir de uma perspectiva crítica e interdisciplinar. Os dados produzidos revelam tensões entre a abordagem técnica, utilitarista e prescritiva predominante em documentos oficiais e materiais didáticos — fortemente influenciada por organismos internacionais como a OCDE — e a complexidade da realidade vivida por docentes e estudantes, marcada por desigualdades sociais, insegurança econômica e desvalorização do trabalho docente. Nesse contexto, emergiram reflexões significativas acerca dos limites e possibilidades de se ensinar Educação Financeira em escolas públicas, evidenciando resistências, ressignificações e potências formativas que desafiam a lógica neoliberal de responsabilização individual e meritocracia. A análise aponta para a necessidade de uma Educação Financeira que vá além do simples controle de gastos e planejamento orçamentário, sendo capaz de fomentar a consciência crítica, o pensamento coletivo e a compreensão dos condicionantes sociais e históricos que estruturam as relações econômicas. Com isso, reafirma-se o papel da escola como espaço de formação cidadã e de enfrentamento às desigualdades, apontando caminhos para que a Educação Financeira se torne uma ferramenta de emancipação e não de adaptação às lógicas do mercado.
Resumo (português)
This dissertation is situated within the field of Mathematics Education and focuses on Financial Education from a critical perspective, aiming to understand: What characteristics of neoliberal discourse are mobilized in discussions on Financial Education topics among teachers from different areas of knowledge? The research is part of an umbrella project funded by FAPESP and was developed through a series of meetings with four Basic Education teachers, two education supervisors, and one external participant, who is also the coordinator of the FAPESP Project. These meetings promoted dialogical spaces for the problematization of issues, themes, and topics related to Financial Education. The methodological approach adopted was qualitative in nature, with an emergent design, and involved the analysis of participants’ statements from a critical and interdisciplinary perspective. The data produced reveal tensions between the technical, utilitarian, and prescriptive approach predominant in official documents and teaching materials — strongly influenced by international organizations such as the OECD — and the complexity of the reality experienced by teachers and students, marked by social inequalities, economic insecurity, and the devaluation of teaching work. In this context, significant reflections emerged regarding the limits and possibilities of teaching Financial Education in public schools, highlighting forms of resistance, resignification, and formative potential that challenge the neoliberal logic of individual accountability and meritocracy. The analysis points to the need for a Financial Education that goes beyond simple expense control and budget planning, one that is capable of fostering critical awareness, collective thinking, and an understanding of the social and historical conditions that structure economic relations. Thus, the school is reaffirmed as a space for civic education and for confronting inequalities, pointing to pathways through which Financial Education can become a tool for emancipation rather than adaptation to market logics.
Descrição
Palavras-chave
Educação financeira crítica, Formação docente, Neoliberalismo, Educação matemática, Pesquisa qualitativa, Critical financial education, Teacher education, Neoliberalism, Mathematics education, Qualitative research
Idioma
Português

