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Condicionantes do óbito materno antes, durante e após a pandemia

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Orientador

Custódio, Lia Borges de Mattos

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Araçatuba - FOA - Odontologia

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

A mortalidade materna é um desafio global aos sistemas de atenção à saúde. Nas últimas décadas, houve uma redução significativa na razão de mortalidade materna, no entanto, a pandemia de COVID-19 reverteu esse progresso resultando em um aumento expressivo dos óbitos. Objetivou-se analisar o impacto da pandemia na mortalidade materna no período entre 2018 e 2023. Trata-se de uma pesquisa transversal, quali-quantitativa, realizada com base em dados públicos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do banco de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do Ministério da Saúde do Brasil, adotando-se como corte temporal os anos de 2018 a 2023. Foram extraídas as informações referentes ao óbito materno e excluídas as demais. As seguintes variáveis foram analisadas: Estado de ocorrência do óbito (conforme codificação do IBGE), cor informada pelo responsável pelas informações do falecido, estado civil, escolaridade, local de ocorrência do óbito, adequação das consultas de pré-natal, número de óbitos gestacionais no geral e por SRAG, e as principais causas relacionadas ao óbito na gravidez adotando como referência o atestado de óbito descrito pelo código CID 10. Quanto ao perfil das gestantes, o estado civil mais comum entre as mães foi solteiro (n=5738, 37,39%); a escolaridade mais frequente foi ensino médio completo (n= 4463, 32,22%), a cor não branca (n=12910, 73,60%). No período, foram registrados 3.737 óbitos maternos, dos quais 1.617 foram atribuídos à Síndrome Aguda Respiratória Grave. As causas mais prevalentes relacionadas ao óbito materno foram "Morte obstétrica de causa não especificada", "Outras causas mal definidas e não especificadas de mortalidade", "Outras doenças virais complicando a gravidez, o parto e o puerpério”, “Infecção por coronavírus de localização não especificada e COVID-19, vírus identificado”, “Choque hipovolêmico”, “Eclampsia na gravidez”, e "Infarto agudo do miocárdio não especificado". A maior parte dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar (n=10746, 85,10%), com predomínio nos estados das regiões Norte e Nordeste. Conclui-se que os condicionantes dos óbitos maternos no Brasil, antes, durante e após a pandemia de COVID-19, concentram-se em mulheres não brancas, solteiras, com ensino médio completo, com maior ocorrência em ambiente hospitalar e persistência de desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Resumo (inglês)

Maternal mortality remains a global challenge for healthcare systems. In recent decades, there has been a significant reduction in the maternal mortality ratio; however, the COVID-19 pandemic reversed this progress, resulting in a substantial increase in deaths. This study aimed to analyze the impact of the pandemic on maternal mortality between 2018 and 2023. This is a cross-sectional, qualitative quantitative study based on public data from the Mortality Information System (SIM) and the Severe Acute Respiratory Syndrome (SRAG) database of the Brazilian Ministry of Health, covering the years 2018 to 2023. Data referring to maternal deaths were extracted, while other records were excluded. The following variables were analyzed: state of death (according to IBGE coding), race/skin color as reported by the informant, marital status, educational level, place of death, adequacy of prenatal care visits, number of maternal deaths overall and due to SRAG, and the main causes of death during pregnancy according to the ICD-10 coding on the death certificate. Regarding the profile of the mothers, the most common marital status was single (n=5738, 37.39%), the most frequent educational level was complete high school (n=4463, 32.22%), and the predominant race/skin color was non-white (n=12910, 73.60%). During the study period, 3,737 maternal deaths were recorded, of which 1,617 were attributed to severe acute respiratory syndrome. The most prevalent causes of maternal death were: “Obstetric death of unspecified cause”, “Other illdefined and unspecified causes of mortality”, “Other viral diseases complicating pregnancy, childbirth, and the puerperium”, “Coronavirus infection of unspecified location and COVID-19, virus identified”, “Hypovolemic shock”, “Eclampsia in pregnancy”, and “Acute myocardial infarction, unspecified”. Most deaths occurred in hospital settings (n=10,746, 85.10%), predominantly in the states of the North and Northeast regions. It can be concluded that the determinants of maternal deaths in Brazil, before, during, and after the COVID-19 pandemic (2018–2023), are concentrated among non-white women, those who are single, and with complete high school education, with most deaths occurring in hospitals and persistent regional disparities, particularly in the North and Northeast regions.

Descrição

Palavras-chave

Cuidado pré-natal, Serviços de saúde, Gestantes, Morte, Mortalidade perinatal, Mães, Prenatal care

Idioma

Português

Citação

SILVA, G.F. Condicionantes do óbito materno antes, durante e após a pandemia. 2025. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) – Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2025.

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