Medo e ansiedade ao tratamento odontológico dos pais e/ou responsáveis e a prevalência de cárie dentária das crianças e adolescentes participantes de um projeto social
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Data
Autores
Orientador
Martins, Ronald Jefferson 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Araçatuba - FOA - Odontologia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Durante o tratamento odontológico é comum que os profissionais da área recebam nos consultórios pacientes, inclusive pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes, manifestando sintomas de medo e ansiedade, provavelmente associados a experiências traumáticas. Por sua vez, estes sentimentos podem influenciar na condição da saúde bucal dos filhos, pois é no seio familiar onde ocorrem as primeiras identificações do indivíduo, constituindo a principal fonte de estímulo para o desenvolvimento de sua personalidade. Baseado no exposto, este estudo teve como o objetivo avaliar o nível de medo e ansiedade em relação ao tratamento odontológico entre pais e/ou responsáveis por crianças e adolescentes atendidos na Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC), em Araçatuba-SP, bem como verificar as características sociodemográficas dessa população, a prevalência de cárie dentária, a necessidade de tratamento odontológico e o percentual de crianças e adolescentes livres de cárie.Utilizou-se o questionário Dental Fear Survey (DFS), composto por 20 itens distribuídos em três dimensões: evitamento da consulta, ativação fisiológica e medo frente a estímulos específicos. As respostas obtidas foram registradas em uma escala tipo Likert de 1 a 5 pontos. O resultado permitiu detectar o medo induzido individualmente por cada estímulo. A prevalência da doença foi observada por meio do Índice de Cárie Dentária e Necessidade de Tratamento (ceod e CPOD), seguindo os critérios adotados pela OMS. A maioria dos responsáveis pelas crianças e adolescentes era do sexo feminino (83%), não houve registro significativo do comportamento de evitação, a maioria dos entrevistados relatou nunca adiar (70,7%) ou faltar (80%) às consultas, a ansiedade fisiológica observada foi leve e ocasional, destacando-se: tensão muscular (20%), aceleração cardíaca e respiratória (20%). Além disso, 84,6% dos responsáveis apresentaram ausência ou baixo medo odontológico geral, inclusive diante de procedimentos mais invasivos. 41 (91,1%) das crianças de 2 a 4 anos apresentavam o índice ceod=0, 2 (4,4%) ceod=1, 1 (2,2%) ceod=8 e 1 (2,2%) ceod=11, sendo o componente “cariado” o único presente no índice e a principal necessidade de tratamento era restauração de duas ou mais faces (14 -60,9%). 33 (50%) das crianças de 6 a 14 anos apresentavam o índice ceod=0 e 47 (71,2%) CPOD=0. O principal componente dos dois índices era o “cariado” (65 – 72,6% e 17 – 65,4%; respectivamente) e a maior necessidade de tratamento era restauração de duas ou mais faces (44 – 48,5%). Concluiu-se que os níveis de medo e ansiedade em relação ao tratamento odontológico dos pais e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes são relativamente baixos. Os dados indicam que as crianças e adolescentes atendidos pertencem, majoritariamente, a famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com predomínio da mãe como responsável. Da mesma forma, a prevalência de cárie dentária é baixa, estando a doença concentrada na dentição decídua e necessitando de tratamento de média complexidade. O percentual de crianças livres de cárie (CPO-D + ceo-d = 0) é pequeno.
Resumo (inglês)
During dental treatment, it is common for dental professionals to receive patients in their offices, including parents and/or guardians of children and adolescents, who exhibit symptoms of fear and anxiety, probably associated with traumatic experiences. In turn, these feelings may influence the oral health condition of their children, since it is within the family environment that the first identifications of the individual occur, constituting the main source of stimuli for personality development. Based on the above, this study aimed to evaluate the level of fear and anxiety related to dental treatment among parents and/or guardians of children and adolescents treated at the Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC), in Araçatuba, São Paulo, Brazil, as well as to verify the sociodemographic characteristics of this population, the prevalence of dental caries, the need for dental treatment, and the percentage of caries-free children and adolescents.The Dental Fear Survey (DFS) questionnaire was used, consisting of 20 items distributed into three dimensions: avoidance of dental visits, physiological activation, and fear in response to specific stimuli. Responses were recorded on a Likert-type scale ranging from 1 to 5 points. The results allowed the detection of fear individually induced by each stimulus. Caries prevalence was assessed using the Dental Caries Index and Treatment Needs Index (dmft and DMFT), following the criteria adopted by the World Health Organization (WHO).Most parents/guardians were female (83%). There was no significant record of avoidance behavior, with most respondents reporting never postponing (70.7%) or missing (80%) dental appointments. Physiological anxiety was mild and occasional, with muscle tension (20%) and increased heart and respiratory rates (20%) being the most frequently reported symptoms. In addition, 84.6% of the respondents presented absence or low overall dental fear, including in relation to more invasive procedures.Among children aged 2 to 4 years, 41 (91.1%) presented dmft = 0, 2 (4.4%) dmft = 1, 1 (2.2%) dmft = 8, and 1 (2.2%) dmft = 11, with the “decayed” component being the only one present in the index, and the main treatment need being restorations involving two or more surfaces (14 – 60.9%). Among children aged 6 to 14 years, 33 (50%) presented dmft = 0 and 47 (71.2%) DMFT = 0. The main component of both indices was “decayed” (65 – 72.6% and 17 – 65.4%, respectively), and the greatest treatment need was restorations involving two or more surfaces (44 – 48.5%).It was concluded that the levels of fear and anxiety related to dental treatment among parents and/or guardians of children and adolescents are relatively low. The data indicate that the children and adolescents assisted belong mostly to families in situations of socioeconomic vulnerability, with a predominance of mothers as caregivers. Likewise, the prevalence of dental caries is low, with the disease concentrated in the primary dentition and requiring treatment of moderate complexity. The percentage of caries-free children (DMFT + dmft = 0) is small.
Resumo (espanhol)
Durante el tratamiento odontológico, es común que los profesionales del área reciban en sus consultorios pacientes, incluidos padres y/o responsables de niños y adolescentes, que manifiestan síntomas de miedo y ansiedad, probablemente asociados a experiencias traumáticas. A su vez, estos sentimientos pueden influir en la condición de la salud bucal de los hijos, ya que es en el entorno familiar donde ocurren las primeras identificaciones del individuo, constituyendo la principal fuente de estímulo para el desarrollo de su personalidad. Con base en lo expuesto, el presente estudio tuvo como objetivo evaluar el nivel de miedo y ansiedad en relación con el tratamiento odontológico entre padres y/o responsables de niños y adolescentes atendidos en la Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC), en Araçatuba, São Paulo, Brasil, así como verificar las características sociodemográficas de esta población, la prevalencia de caries dental, la necesidad de tratamiento odontológico y el porcentaje de niños y adolescentes libres de caries.Se utilizó el cuestionario Dental Fear Survey (DFS), compuesto por 20 ítems distribuidos en tres dimensiones: evitación de la consulta odontológica, activación fisiológica y miedo ante estímulos específicos. Las respuestas se registraron en una escala tipo Likert de 1 a 5 puntos. Los resultados permitieron detectar el miedo inducido individualmente por cada estímulo. La prevalencia de la enfermedad se evaluó mediante el Índice de Caries Dental y Necesidad de Tratamiento (ceod y CPOD), siguiendo los criterios adoptados por la Organización Mundial de la Salud (OMS).La mayoría de los padres/responsables eran de sexo femenino (83%). No se registró un comportamiento significativo de evitación, ya que la mayoría de los entrevistados informó no posponer (70,7%) ni faltar (80%) a las consultas odontológicas. La ansiedad fisiológica observada fue leve y ocasional, destacándose la tensión muscular (20%) y la aceleración de la frecuencia cardíaca y respiratoria (20%). Además, el 84,6% de los responsables presentó ausencia o bajo miedo odontológico general, incluso frente a procedimientos más invasivos.Entre los niños de 2 a 4 años, 41 (91,1%) presentaron ceod = 0, 2 (4,4%) ceod = 1, 1 (2,2%) ceod = 8 y 1 (2,2%) ceod = 11, siendo el componente “cariado” el único presente en el índice y la principal necesidad de tratamiento la restauración de dos o más superficies (14 – 60,9%). Entre los niños de 6 a 14 años, 33 (50%) presentaron ceod = 0 y 47 (71,2%) CPOD = 0. El principal componente de ambos índices fue el “cariado” (65 – 72,6% y 17 – 65,4%, respectivamente), y la mayor necesidad de tratamiento fue la restauración de dos o más superficies (44 – 48,5%).Se concluyó que los niveles de miedo y ansiedad en relación con el tratamiento odontológico de los padres y/o responsables de niños y adolescentes son relativamente bajos. Los datos indican que los niños y adolescentes atendidos pertenecen, en su mayoría, a familias en situación de vulnerabilidad socioeconómica, con predominio de la madre como responsable. Asimismo, la prevalencia de caries dental es baja, concentrándose la enfermedad en la dentición temporal y requiriendo tratamiento de complejidad media. El porcentaje de niños libres de caries (CPOD + ceod = 0) es pequeño.
Descrição
Palavras-chave
Ansiedade ao tratamento odontológico, Saúde bucal, Crianças, Relações comunidade-instituição, Oral health
Idioma
Português
Citação
SANTOS, H. M. Medo e ansiedade ao tratamento odontológico dos pais e/ou responsáveis e a prevalência de cárie dentária das crianças e adolescentes participantes de um projeto social. 2025. 42 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2025.


