“Estranhos” na Escola Médica: experiências indígenas em cursos de medicina de universidades federais brasileiras
Carregando...
Arquivos
Fontes externas
Fontes externas
Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Tipo
Artigo
Direito de acesso
Acesso aberto

Arquivos
Fontes externas
Fontes externas
Resumo
Nas últimas décadas, ações afirmativas possibilitaram o acesso de indígenas na graduação de medicina, historicamente ocupada por pessoas brancas e de renda familiar elevada. Esta pesquisa analisou experiências de alteridade experienciadas por indígenas em escolas médicas federais. Trata-se de estudo exploratório, com abordagem qualitativa, com uso de entrevistas e rodas de conversa, com participação de 40 estudantes de 15 cursos. Foram quatro categorias de análise: encontro dos “estranhos” com a escola médica; diferenças e desigualdades; relações com estudantes e professores; conflitos e transformações. Percebeu-se que as escolas médicas são pouco acolhedoras aos indígenas, com práticas de racismo, intolerância e tutela, quando suas diferenças se tornam desigualdades, consequências de processos estruturais dessas instituições e da sociedade brasileira. A presença indígena nos cursos de medicina revela desigualdades sociais, provoca conflitos e transformações iniciais, apontando caminhos para pluralidade e justiça social, bem como possibilidades para uma educação médica com visibilidade e ações para a saúde dos povos indígenas.
Descrição
Palavras-chave
Educação Médica, Povos indígenas, Ações afirmativas, Populações Desiguais em Saúde, Saúde indígena
Idioma
Português
Citação
Ciência & Saúde Coletiva. ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva, v. 29, n. 12, p. -, 2024.




