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Avaliação das condições periodontais em crianças com transtorno do espectro autista: estudo clínico transversal observacional

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Orientador

Theodoro, Letícia Helena

Coorientador

Pós-graduação

Odontologia - FOA

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Este estudo avaliou, as condições periodontais, a presença de cárie e sua relação com biomarcadores salivares em indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) e em indivíduos com desenvolvimento neurotípico (DN), além de analisar a qualidade de vida (QV) e a sobrecarga de seus cuidadores/responsáveis. Trata-se de um estudo clínico observacional que incluiu 124 crianças de 5 a 12 anos e seus cuidadores/responsáveis, distribuidos em dois grupos: TEA (n=62) e DN (n=62). Os parâmetros clínicos periodontais avaliados foram índice de placa (IP), profundidade de sondagem (PS), nível de inserção clínica (NIC), sangramento à sondagem (SS). A avaliação de cárie foi realizada pelo índice CPOD. A coleta de saliva não estimulada foi realizada por meio da técnica de aspiração, e foram analisados os seguintes marcadores bioquímicos salivares: taxa de fluxo salivar, proteína total, amilase, cálcio, fosfato, capacidade oxidante total, proteína carbonilada, TBARS, capacidade antioxidante total, ácido úrico e fosfatases ácida e alcalina. Os cuidadores/responsáveis responderam a questionários sociodemográficos, ao WHOQOL-Bref, que avaliou a QV, e o Burden Interview, que avaliou a sobrecarga. Todos os dados foram submetidos à análise estatística com nível de significância de 5%. Os resultados mostraram diferenças significantes entre os grupos quanto a idade, sexo, grau de dependência geral e das atividades de higiene bucal (p < 0,05). Com relação a avaliação geral e avaliação bucal não foram observadas diferenças significantes entre os grupos (p > 0,05). Em relação as variavéis clínicas periodontais, números de dente, PS ≤ 3mm e NIC ≤ 3mm não foram observadas diferenças significantes entre os grupos (p < 0,05). O grupo TEA apresentou índices de IP e SS maiores quando comparado ao grupo DN (p < ,001). Na avaliação do odontograma não foram observadas diferenças significantes entre os grupos (p > 0,05). As análises dos marcadores bioquímicos salivares, demonstrou uma redução na taxa do fluxo salivar no grupo TEA quando comparado com o grupo DN (p=0,029) e houve um aumento no grupo TEA nos níveis de fosfato e proteína carbonilada quando comparado ao grupo DN (p < 0,05). Não foram observadas diferenças significantes nos demais parâmetros salivares avaliados entre os grupos (p > 0,05). Na avaliação de QV dos cuidadores/responsáveis, não houve diferença significante entre os grupos nos domínios e no escore geral. Entretanto, algumas questões específicas dos domínios físico e psicológico (Q3, Q4 e Q26) apresentaram diferenças significantes entre os grupos (p=0,021; p=0,001; p=0,003, respectivamente), enquanto nas demais questões não foram identificadas diferenças significantes (p > 0,05). Na análise da pontuação total da sobrecarga houve um impacto significativamente maior entre cuidadores de crianças com TEA quando comparados ao grupo DN (p < ,001). Os escores de sobrecarga (pouca ou nenhuma, leve a moderada, moderada a grave e severa) houve diferença signicante entre os grupos (p < ,001). Nas questões Q4 e Q5 não houve diferença significante entre os grupos (p > 0,05), enquanto todas as demais apresentaram diferenças significantes (p < 0,05). Conclui-se que indivíduos com TEA apresentaram maior dependência de seus cuidadores/responsáveis para a realização das atividades diárias, além de alterações clínicas periodontais, evidenciadas por índices elevados de biofilme e inflamção, e modificações em parâmetros bioquímicos salivares, como taxa do fluxo salivar, fosfato e proteína carbonilada. Ademais, seus cuidadores/responsáveis demonstram QV moderada e relatam maior sobrecarga quando comparados aos cuidadores do grupo DN.

Resumo (inglês)

This study evaluated periodontal conditions, the presence of caries, and their relationship with salivary biomarkers in individuals with autism spectrum disorder (ASD) and those with neurotypical development (ND). In addition, it analyzed the quality of life (QoL) and caregiver burden associated with these individuals. This observational clinical study included 124 children aged 5 to 12 years and their caregivers, divided into two groups: ASD (n = 62) and ND (n = 62). The periodontal clinical parameters assessed were plaque index (PI), probing depth (PD), clinical attachment level (CAL), and bleeding on probing (BOP). Caries experience was evaluated using the DMFT index. Unstimulated saliva was collected using the aspiration technique, and the following salivary biochemical markers were analyzed: salivary flow rate, total protein, amylase, calcium, phosphate, total oxidative capacity, protein carbonyls, TBARS, total antioxidant capacity, uric acid, and acid and alkaline phosphatases. Caregivers or guardians completed a sociodemographic questionnaire, the WHOQOL-Bref to assess QoL, and the Burden Interview to evaluate caregiver burden. All data were subjected to statistical analysis with a 5% significance level. Significant differences were found between groups regarding age, sex, and the degree of general dependence and oral hygiene activities (p < 0.05). However, no significant differences were observed between groups in the overall or oral health evaluations (p > 0.05). For the periodontal parameters, including tooth number, PD ≤ 3 mm, and CAL ≤ 3 mm, no significant intergroup differences were found (p > 0.05). The ASD group, however, showed significantly higher PI and BOP values compared with the ND group (p < 0.001). In the odontogram evaluation, no significant differences were detected between groups (p > 0.05). Analysis of salivary biochemical markers revealed a reduced salivary flow rate in the ASD group compared with the ND group (p = 0.029), as well as increased phosphate and protein carbonyl levels (p < 0.05). No significant differences were observed for the other salivary parameters (p > 0.05). Regarding caregivers’ QoL, there were no significant differences between groups in the overall or domain scores. However, specific items in the physical and psychological domains (Q3, Q4, and Q26) showed significant differences (p = 0.021, p = 0.001, and p = 0.003, respectively), while no differences were found for the remaining items (p > 0.05). The total burden score indicated a significantly greater impact among caregivers of children with ASD compared with those of the ND group (p < 0.001). The distribution of burden levels (little or none, mild to moderate, moderate to severe, and severe) also differed significantly between groups (p < 0.001). For items Q4 and Q5, no significant differences were found (p > 0.05), while all other items showed significant differences (p < 0.05). In conclusion, individuals with ASD exhibited greater dependence on their caregivers for daily activities, as well as periodontal alterations characterized by higher levels of biofilm accumulation and inflammation. They also showed changes in salivary biochemical parameters, including reduced salivary flow rate and elevated phosphate and protein carbonyl levels. Moreover, their caregivers demonstrated moderate QoL and reported a greater burden compared with caregivers of ND children.

Descrição

Palavras-chave

Transtorno do espectro autista, Gengivite, Cáries dentárias, Saliva, Cuidadores, Qualidade de vida, Gingivitis

Idioma

Português

Citação

RODRIGUES, J. V. S. Avaliação das condições periodontais em crianças com transtorno do espectro autista: estudo clínico transversal observacional. 2025. Tese (Doutorado) – Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2025.

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