Publicação: Avaliação do desenvolvimento das crianças de 4 a 24 meses que frequentam berçários da cidade de Marília
Carregando...
Arquivos
Data
2013
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho apresentado em evento
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Introdução: As crianças, na faixa etária de 0 a 3 anos, permanecem em instituições educacionais, geralmente, em tempo integral e as atividades das quais participam devem ser planejadas para estimular a aquisição de novas habilidades. A avaliação do desenvolvimento nessa idade, favorece a organização de objetivos educacionais, além do acompanhamento do desenvolvimento da criança e a visualização dos novos comportamentos a serem adquiridos. A Terapia Ocupacional pode contribuir orientando sobre as atividades que favorecem sua aprendizagem. Objetivo: avaliar o desenvolvimento da criança de 4 a 24 meses que freqüenta uma instituição de educação infantil na cidade de Marília, nas áreas motora, de auto cuidado, cognição, linguagem e socialização. Método: Foram avaliadas 60 crianças de quatro a 24 meses inseridas nos berçários de uma Escola Municipal de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Marília. Após consentimento da SME, as crianças foram submetidas a situações que permitiram verificar a presença ou não dos comportamentos apontados no protocolo de avaliação Inventário Portage Operacionalizado. A observação dos comportamentos aconteceu durante as atividades de rotina do berçário. Foi realizada pela por 3 alunos bolsistas, devidamente treinados, de modo a verificar e garantir a fidedignidade das mesmas. Os dados coletados foram agrupados e sofreram análise estatística descritiva, permitindo verificar o desempenho nas áreas nessa faixa etária. Resultados: Há diferenças entre as áreas, mas as crianças têm o desenvolvimento dentro do esperado para a faixa etária. Em relação às crianças de 4 a 12 meses, as áreas de socialização e autocuidados apresentam melhor desempenho e a de cognição, o pior. Já nas maiores (12 a 24 meses) a área motora apresenta melhores resultados e a de autocuidado, os piores. A diferença existente entre as faixas etárias para a área de autocuidado pode ser explicada, ou seja, para as crianças menores, ela apresenta-se bastante vinculada a figura de um adulto e toma boa parte da rotina, sobrepondo-se às atividades mais estruturadas, com objetivos definidos e voltados para o desenvolvimento de habilidades ligadas à cognição e motricidade fina. Já com as crianças maiores, as atividades de autocuidados são mais elaboradas e pouco favorecidas pela organização da rotina que envolve os profissionais do berçário, que muitas vezes, acabam fazendo pela criança para agilizar o serviço. Há necessidade de maior integração entre as atividades para que possam, em conjunto, favorecer o desenvolvimento integral infantil. Estes dados podem colaborar para a organização de atividades na rotina dos berçários que contemplem as áreas avaliadas, possibilitando às crianças comportamentos adaptativos às atividades cotidianas.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Como citar
CONGRESSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, 7., 2013, Águas de Lindólia. Anais... São Paulo: PROEX; UNESP, 2013, p. 09876