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Educação física escolar e o transtorno do espectro autista: perspectivas para uma prática inclusiva

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Orientador

Silva, José Ricardo

Coorientador

Pós-graduação

Educação Física - FC/FCT/IB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Este trabalho investigou de que forma a Educação Física escolar pode contribuir para a formação integral de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto da educação inclusiva. Teve como objetivo analisar e indicar perspectivas para a atuação do professor de Educação Física em contextos inclusivos, com foco no desenvolvimento integral desses estudantes. A metodologia adotada foi qualitativa, fundamentada no procedimento do Estado da Arte, complementada pela aplicação de duas sequências didáticas em uma turma de 6º ano do Ensino Fundamental composta por 29 estudantes, incluindo duas alunas com TEA, sendo uma com suporte 1 e outra com suporte 3. A coleta e a organização dos dados ocorreram por meio da observação sistemática da participação das alunas antes e depois das adaptações propostas. A análise dos materiais didáticos da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) evidenciou limitações na abordagem inclusiva, especialmente quanto à ausência de recursos visuais e estratégias específicas voltadas ao público autista. Diante desse cenário, foram elaboradas adaptações alinhadas ao Currículo Paulista e às habilidades EF06EF23 e EF06EF25, com o uso de pictogramas, quadros de rotina e recursos de comunicação alternativa. Os resultados indicaram que a aluna com suporte 1 apresentou evolução significativa na autonomia e no engajamento, enquanto a aluna com suporte 3 necessitou de apoio contínuo do professor de Educação Física e do Atendimento Educacional Especializado (AEE), mas conseguiu realizar parcialmente as atividades, mantendo-se participativa dentro de suas possibilidades. Constatou-se que as adaptações curriculares não modificam os objetivos de aprendizagem, mas ampliam o acesso ao conteúdo e fortalecem a equidade nos processos educativos. Conclui-se que a prática inclusiva em Educação Física requer planejamento intencional, mediação docente sensível, uso de recursos acessíveis e articulação permanente com o AEE. As estratégias desenvolvidas demonstraram potencial para favorecer uma aprendizagem significativa, respeitando os diferentes modos de ser, participar e aprender dos estudantes com TEA.

Resumo (inglês)

This study investigated how school Physical Education can contribute to the holistic development of students with Autism Spectrum Disorder (ASD) within the context of inclusive education. It aimed to analyze and indicate perspectives for Physical Education teachers’ practice in inclusive settings, focusing on the integral development of these students. A qualitative methodology was adopted, grounded in the State-of-the-Art approach and complemented by the implementation of two didactic sequences in a 6th-grade elementary class consisting of 29 students, including two girls with ASD, one requiring support level 1 and the other support level 3. Data collection and organization were carried out through systematic observation of the students’ participation before and after the proposed adaptations. The analysis of teaching materials provided by the São Paulo State Department of Education (SEDUC-SP) revealed limitations in inclusive approaches, particularly regarding the absence of visual resources and specific strategies aimed at autistic students. In response, adaptations aligned with the Currículo Paulista and skills EF06EF23 and EF06EF25 were developed, incorporating pictograms, visual routine charts, and alternative communication resources. The results indicated that the student requiring support level 1 showed significant improvement in autonomy and engagement, whereas the student requiring support level 3 required continuous support from both the Physical Education teacher and Specialized Educational Support (AEE), yet was able to partially complete the activities while remaining engaged within her possibilities. It was found that curricular adaptations do not alter learning objectives but expand access to content and strengthen equity in educational processes. The study concludes that inclusive practice in Physical Education requires intentional planning, sensitive teacher mediation, the use of accessible resources, and ongoing collaboration with AEE services. The strategies developed demonstrated potential to promote meaningful learning while respecting the diverse ways students with ASD engage, participate, and learn.

Resumo (espanhol)

Este estudio investigó cómo la Educación Física escolar puede contribuir al desarrollo holístico de estudiantes con Trastorno del Espectro Autista (TEA) en el contexto de la educación inclusiva. Su objetivo fue analizar e indicar perspectivas para el papel del profesor de Educación Física en contextos inclusivos, centrándose en el desarrollo holístico de estos estudiantes. La metodología adoptada fue cualitativa, basada en el procedimiento del Estado del Arte, complementada con la aplicación de dos secuencias didácticas en una clase de 6.º grado de 29 estudiantes, incluidos dos estudiantes con TEA, uno con nivel de apoyo 1 y el otro con nivel de apoyo 3. La recopilación y organización de datos se realizó mediante la observación sistemática de la participación de los estudiantes antes y después de las adaptaciones propuestas. El análisis de los materiales didácticos de la Secretaría de Educación del Estado de São Paulo (SEDUC-SP) reveló limitaciones en el enfoque inclusivo, especialmente en lo que respecta a la ausencia de recursos visuales y estrategias específicas dirigidas a la población autista. Ante este escenario, se desarrollaron adaptaciones alineadas con el Currículo de São Paulo y las competencias EF06EF23 y EF06EF25, utilizando pictogramas, cuadros de rutinas y recursos alternativos de comunicación. Los resultados indicaron que el estudiante con nivel de apoyo 1 mostró un progreso significativo en autonomía y compromiso, mientras que el estudiante con nivel de apoyo 3 requirió apoyo continuo del profesor de Educación Física y Asistencia Educativa Especializada (AEE), pero logró completar parcialmente las actividades, manteniéndose participativo dentro de sus posibilidades. Se encontró que las adaptaciones curriculares no modifican los objetivos de aprendizaje, pero amplían el acceso a los contenidos y fortalecen la equidad en los procesos educativos. Se concluye que la práctica inclusiva en Educación Física requiere planificación intencional, mediación docente sensible, uso de recursos accesibles y articulación permanente con la AEE. Las estrategias desarrolladas demostraron potencial para promover el aprendizaje significativo, respetando las diferentes formas de ser, participar y aprender de los estudiantes con TEA.

Descrição

Palavras-chave

Educação física escolar, Inclusão, Transtorno do espectro autista, Adaptação curricular, Currículo paulista, School physical education, Inclusion, Autism spectrum disorder, Curricular adaptation, São Paulo curriculum

Idioma

Português

Citação

REGO, Fernando Eduardo da Silva. Educação física escolar e o transtorno do espectro autista: perspectivas para uma prática inclusiva. Orientador: José Ricardo Silva. 2026. 145 f. Dissertação (Mestrado profissional em Educação Física) - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.

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