Personagem feminina e maternidade : uma leitura comparada de A ilha de Arturo (1957), de Elsa Morante, e A filha perdida (2006), de Elena Ferrante.
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Data
Autores
Orientador
Mello, Kátia Rodrigues 

Coorientador
Pós-graduação
Letras - FCLAS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Sob a ótica da literatura produzida por mulheres, este trabalho analisa a construção das personagens femininas dos romances A ilha de Arturo (2019), de Elsa Morante (1912-1985), e A filha perdida (2016), de Elena Ferrante (1943). As escritoras propõem como temáticas a maternidade, as obrigações culturalmente atribuídas ao universo feminino e questões acerca da percepção e acolhimento das mulheres pela sociedade. A análise contempla esses temas ao realizar um estudo a respeito da construção das personagens femininas e promove reflexões sobre o papel da mulher e seu movimento na sociedade. As análises também se voltam às relações entre o gênero dos narradores e a construção de suas respectivas personagens. As discussões a respeito da estrutura narrativa e seus componentes tomam como aporte bibliográfico fundamental Santos e Oliveira (2001); acerca da maternidade, estudos produzidos por Elizabeth Badinter (1980) e Betty Friedan (2020); a respeito de feminismo e gênero, Butler (2022). A partir da comparação dos dois romances foi possível concluir que as personagens femininas são colocadas em desvantagem quando se casam e se tornam mães, à exceção de Leda, protagonista de A filha perdida. Esta é a única das personagens analisadas que encontra a possibilidade de subverter o sistema patriarcal, pois com a liberdade financeira conquistada através de seu trabalho e estudos, consegue se desvencilhar da teia social bordada para seduzir e atrair todas as mulheres. A pesquisa também explorou possibilidades de analisar tal superação na medida em que as demais personagens, Nina, de A filha perdida, e Nunziata, de A ilha de Arturo, permanecem no mesmo lugar espacial e emocional do início ao fim das narrativas, sem encontrar espaço para que exerçam outras atividades em sua vida além daquelas que o patriarcado demanda.
Resumo (português)
Sotto la prospettiva della letteratura prodotta da donne, questo lavoro analizza la costruzione delle personagge femminili nei romanzi L’isola di Arturo (2019), di Elsa Morante (1912–1985), e La figlia oscura (2016), di Elena Ferrante (1943). Le scrittrici affrontano come tematiche la maternità, gli obblighi culturalmente attribuiti all’universo femminile e le questioni relative alla percezione e all’accoglienza delle donne da parte della società. L’analisi prende in considerazione questi temi attraverso uno studio sulla costruzione delle personagge femminili e promuove riflessioni sul ruolo della donna e sul suo movimento nella società. Le analisi si rivolgono anche alle relazioni tra il genere dei narratori e la costruzione delle rispettive personagge. Le discussioni riguardanti la struttura narrativa e i suoi componenti si basano principalmente su Santos e Oliveira (2001); riguardo alla maternità, sugli studi di Elizabeth Badinter (1980) e Betty Friedan (2020); e, riguardo al femminismo e al genere, su Butler (2022). Dal confronto tra i due romanzi è stato possibile concludere che le personagge femminili risultano svantaggiate quando si sposano e diventano madri, ad eccezione di Leda, protagonista de La figlia oscura. Lei è l’unica delle personagge analizzate a trovare la possibilità di sovvertire il sistema patriarcale, poiché, grazie alla libertà economica conquistata attraverso il lavoro e lo studio, riesce a liberarsi dalla rete sociale tessuta per sedurre e attrarre tutte le donne. La ricerca ha inoltre esplorato la possibilità di analizzare tale superamento nella misura in cui le altre personagge, Nina, de La figlia oscura, e Nunziata, de L’isola di Arturo, rimangono nello stesso luogo spaziale ed emozionale dall’inizio alla fine delle narrazioni, senza trovare spazi per svolgere altre attività nella loro vita oltre a quelle richieste dal patriarcato.
Descrição
Palavras-chave
Morante, Elsa, ca. 1912-1985, Ferrante, Elena, 1943-, Literatura italiana - História e crítica, Escritoras italianas, Maternidade, Narrativa italiana contemporanea, Letteratura prodotta da donne, Personaggio femminile, Maternità
Idioma
Português
Citação
FRANZINI, Julia Melaré. Personagem feminina e maternidade: uma leitura comparada de A ilha de Arturo (1957), de Elsa Morante, e A filha perdida (2006), de Elena Ferrante. 2025. 131 f. Dissertação (Mestrado em Letras). – Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Assis, 2025.

