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Avaliação da sensibilidade orofacial e neofobia alimentar em pacientes com Síndrome de Down e neurotípicos

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Orientador

Carvalho, Karina Helga Turcio de

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Araçatuba - FOA - Odontologia

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O processamento sensorial é a capacidade de organizar estímulos e aplicá-los na rotina, permitindo captar ou descartar informações. Indivíduos com deficiência intelectual podem apresentar diferenças nesse processo. A literatura, embora limitada, indica que pessoas com Síndrome de Down (SD) possuem limiar de dor elevado em comparação a indivíduos neurotípicos (NT), possivelmente devido à deficiência cognitiva e ao déficit neuromotor, e não apenas ao atraso na transmissão da dor. Este estudo teve como objetivo analisar a sensibilidade orofacial de indivíduos com SD e compará-la à de neurotípicos, avaliando o limiar de dor à pressão, a neofobia alimentar e a aceitação ao toque social. A pesquisa foi realizada após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Participaram do estudo 40 indivíduos, sendo 20 SD (G1) e 20 NT (G2), definidos como grupo controle. O tamanho amostral foi estimado com base em estudo piloto, utilizando o software GPower 3.1, com poder amostral de 80% (β = 0,2% e α = 0,05%). Os critérios de inclusão abrangeram indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 5 anos e 14 anos e 11 meses, diagnosticados com SD, e sem sinais de Desordens Temporomandibulares (DTMs). Para os indivíduos NT, os mesmos critérios foram considerados, exceto o diagnóstico de SD. O limiar de dor foi avaliado por meio da algometria, a neofobia alimentar pelo Inventário de Neofobia Alimentar e a aceitação ao toque social pelo questionário Social Touch Questionnaire (STQ). Não foram observadas diferenças estatísticas significativas no limiar de dor à pressão entre crianças e adolescentes com síndrome de Down (SD) e neurotípicos (NT) nos músculos masseter (p = 0,421), temporal (p = 0,426) e no ponto de referência extratrigeminal (p = 0,704). Quanto à neofobia alimentar, foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p = 0,048), sendo que o grupo com SD demonstrou maior tendência à neofobia alimentar. E sobre a aceitação ao toque, crianças e adolescentes com síndrome de Down (SD) demonstraram uma maior aceitação ao toque em comparação com crianças neurotípicas (NT) na grande maioria das questões aplicadas. Pode-se concluir que não foram observadas diferenças significativas entre os grupos SD e NT em relação ao limiar de dor à pressão. Embora ambos os grupos apresentem baixos níveis de neofobia alimentar, os indivíduos SD apresentaram escores significativamente menores, indicando maior tendência à neofobia alimentar em comparação aos NT. Em relação ao toque social, os indivíduos SD demonstraram maior busca por interação física do que os indivíduos NT.

Resumo (inglês)

Sensory processing is the ability to organize stimuli and apply them to daily routines, allowing the individual to capture or discard information. Individuals with intellectual disabilities may present differences in this process. The literature, although limited, indicates that people with Down syndrome (DS) have a higher pain threshold compared to neurotypical individuals (NT), possibly due to cognitive impairment and neuromotor deficit, and not only to delayed pain transmission. This study aimed to analyze the orofacial sensitivity of individuals with DS and compare it to that of neurotypical individuals, evaluating pressure pain threshold, food neophobia, and acceptance of social touch. The research was carried out after approval by the Human Research Ethics Committee. Forty individuals participated in the study, 20 with DS (G1) and 20 NT (G2), defined as the control group. The sample size was estimated based on a pilot study, using the GPower 3.1 software, with a power of 80% (β = 0.2% and α = 0.05%). Inclusion criteria included individuals of both sexes, aged between 5 years and 14 years and 11 months, diagnosed with DS, and with no signs of Temporomandibular Disorders (TMD). For NT individuals, the same criteria were considered, except for the diagnosis of DS. Pain threshold was evaluated through algometry, food neophobia through the Food Neophobia Inventory, and acceptance of social touch through the Social Touch Questionnaire (STQ). No statistically significant differences were observed in the pressure pain threshold between children and adolescents with Down syndrome (DS) and neurotypical individuals (NT) in the masseter (p = 0.421), temporal (p = 0.426), and extratrigeminal reference point (p = 0.704) muscles. Regarding food neophobia, a statistically significant difference was observed between the groups (p = 0.048), with the DS group showing a greater tendency toward food neophobia. As for touch acceptance, children and adolescents with Down syndrome (DS) showed greater acceptance of touch compared to neurotypical children (NT) in the great majority of the items applied. It can be concluded that no significant differences were observed between the DS and NT groups regarding pressure pain threshold. Although both groups presented low levels of food neophobia, DS individuals showed significantly lower scores, indicating a lower tendency toward food neophobia compared to NT individuals. Regarding social touch, DS individuals demonstrated a greater search for physical interaction than NT individuals.

Descrição

Palavras-chave

Síndrome de Down, Dor, Distúrbios alimentares, Down Syndrome

Idioma

Português

Citação

MARQUES, Rafaela Sanabria. Avaliação da sensibilidade orofacial e neofobia alimentar em pacientes com Síndrome de Down e neurotípicos. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2025.

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