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Um conto de fadas da vida real: as representações discursivas construídas sobre a skatista Rayssa Leal no ciclo olímpico Tóquio 2020 – Paris 2024

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Orientador

Marques, José Carlos

Coorientador

Pós-graduação

Comunicação - FAAC

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O compartilhamento viral nas redes sociais digitais de um vídeo em que uma menina de sete anos, vestida de fada, salta um heelflip em um pico de sua cidade natal, Imperatriz (MA), transforma a trajetória de Rayssa Leal, que ganhou o apelido carinhoso de “Fadinha do skate”. A trajetória profissional exitosa, marcada por conquistas em cenários competitivos nacionais e internacionais da modalidade street, contrasta com a pouca idade em que foi descoberta midiaticamente, chamando a atenção para o agendamento de seu crescimento através da cobertura midiática. É diante deste panorama que este trabalho visa compreender como o processo de transição entre a infância e a adolescência foi retratado nas narrativas publicitárias protagonizadas pela skatista Rayssa Leal durante o primeiro ciclo olímpico do skate, entre as edições de Tóquio (2021) e Paris (2024). A fundamentação teórica é sustentada pela articulação entre os conceitos de Juventude – fundamentado em Jon Savage (2009) e Antonio Groppo (2007) – e Adolescência, sob a perspectiva de Arminda Aberastury e Marcelo Knobel (1981) e Antonio Groppo (2007) e sobre o espaço histórico da mulher no esporte, passando pelo skate, uma prática nativa contracultural e marginalizada, refletindo sobre os apagamentos discursivos, estigmas e marginalizações (Bäckström, 2013; Nairn 2018; Porter, 2003; Finley, 2010). Guiados pela Análise de Discurso de Linha Francesa, com aportes teóricos em Oswald Ducrot (1987), Michel Foucault (2004), Michel Pêcheux (1990) e Eni Orlandi (2017; 2020) contemplamos seis peças publicitárias de quatro patrocinadores oficiais da carreira de Rayssa Leal ao longo do primeiro ciclo olímpico completo do skate, entre 2021 e 2024, a saber: Nike, Nescau, Banco do Brasil e Vivo. Apontamos a recorrência de uma linha do tempo propositiva nas narrativas analisadas na qual Rayssa olha para o passado com saudosismo e para o futuro como expectativa a partir de um presente em que a adolescência se coloca como um espaço de possibilidades e experimentações. Nota-se um jogo entre uma versão atleta – detentora de títulos e reconhecimentos – e uma adolescente ainda em desenvolvimento, dependente de uma figura de referência e que tem de passar por todos os processos de amadurecimento, mesmo já figurando como alguém que vale a pena ser vista no “mundo dos adultos”.

Resumo (inglês)

The viral spread on digital social media of a video in which a seven-year-old girl wearing a fairy costume jumps a heelflip on a peak in her hometown of Imperatriz (MA) changed the trajectory of Rayssa Leal, who was affectionately nicknamed “Skateboarding Fairy.” Her successful pro career, marked by achievements in national and international street competitions, contrasts with how young she was when she was spotted by the media, bringing attention to her growth through media coverage. It is against this backdrop that this paper aims to comprehend how the transition process between childhood and adolescence was represented in the advertising narratives featuring skateboarder Rayssa Leal during the first Olympic cycle of skateboarding, between the Tokyo (2021) and Paris (2024) editions. The theoretical foundation is supported by the link between the concepts of Youth—based on Jon Savage (2009) and Antonio Groppo (2007)—and Adolescence, from the perspective of Arminda Aberastury and Marcelo Knobel (1981) and Antonio Groppo (2007) and on the historical space of women in sport, including skateboarding, a native countercultural and marginalized practice, reflecting on discursive obliterations, stigmas, and marginalizations (Bäckström, 2013; Nairn 2018; Porter, 2003; Finley, 2010). Guided by French Discourse Analysis, with theoretical contributions from Oswald Ducrot (1987), Michel Foucault (2004), Michel Pêcheux (1990), and Eni Orlandi (2017; 2020), we examined six advertisements from four official sponsors of Rayssa Leal's career throughout the first complete Olympic cycle of skateboarding, between 2021 and 2024, to wit: Nike, Nescau, Banco do Brasil, and Vivo. We note the recurrence of a purposeful timeline in the narratives analysed, in which Rayssa looks back on the past with nostalgia and forward to the future with expectation, based on a present in which adolescence is seen as a space for possibilities and experimentation. There is a noticeable interplay between an athlete version—holder of titles and recognition—and a teenager still in development, dependent on a role model and who has to go through all the processes of maturing, even though she already figures as someone worth seeing in the “adult world.”

Descrição

Palavras-chave

Skate feminino, Rayssa Leal, Representações midiáticas, Juventude, Crescimento midiatizado, Feminine skateboarding, Discours representations, Mediatized growth

Idioma

Português

Citação

FOGLIATTO, Monique de Souza Sant'Anna. Um conto de fadas da vida real: representações discursivas da skatista Rayssa Leal no ciclo olímpico Tóquio 2020 – Paris 2024. 2026. 318 f. Tese (Doutorado em Comunicação) - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.

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