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Efeitos da suplementação de creatina na fadiga e força muscular na condição pós-covid-19: um ensaio clínico randomizado – estudo fatigue

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Orientador

Prudente, Robson Aparecido

Coorientador

Tanni, Suzana Erico

Pós-graduação

Fisiopatologia em Clínica Médica - FMB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Introdução: A condição pós-covid-19 corresponde à condição persistente de sintomas como fadiga, dispneia e dor muscular após infecção aguda pela covid-19, sendo que dentre as opções de tratamento, destacam-se a atividade física e suporte nutricional. Assim, considerando o potencial papel da creatina no tratamento da fadiga crônica, levanta-se a hipótese de que sua suplementação possa ser eficaz no alívio dos sintomas associados a essa condição. Objetivo: Avaliar a eficácia da suplementação de creatina na redução dos sintomas de fadiga em pacientes com condição pós-covid-19, bem como seus efeitos no desempenho físico, composição corporal e força muscular. Métodos: Trata-se de estudo randomizado, simples-cego e controlado por placebo, no qual os participantes foram alocados aleatoriamente em três grupos onde cada qual recebeu suplementação diária de 6 g ou 18 g de creatina ou 6 g de maltodextrina (placebo). Todos realizaram atividade física três vezes por semana durante quatro semanas. Os participantes, diagnosticados com covid longa e fadiga (pontuação ≥ 4 na Escala de Fadiga de Piper Revisada – PFS-R), foram submetidos a avaliações completas antes e após a suplementação, incluindo, além da PFS-R, exame físico, sinais vitais, exames laboratoriais, prova de função pulmonar completa, ultrassonografia muscular, força muscular respiratória e periférica, composição corporal, capacidade física (teste de caminhada de 6 minutos), qualidade de vida (St. George’s Respiratory Questionnaire), percepção de dispneia (Baseline Dyspnea Index e Modified Medical Research Council) e níveis de ansiedade e depressão (Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar). A diferença nas diferenças (DID) entre os dois momentos foi calculada para comparar as mudanças na PFS-R (desfecho primário) e em todas as demais variáveis avaliadas entre os grupos suplementados com creatina e o grupo controle (desfechos secundários). Resultados: Sessenta e sete indivíduos foram randomizados (76,6% mulheres; idade média de 52 ± 12 anos), com 58 participantes completando o protocolo: 21 no grupo de 6g/dia, 19 no grupo de 18g/dia e 18 no braço placebo. No grupo de 6g/dia de creatina, foi observada uma variação de -2,05 (p=0,005). Além disso, esse mesmo grupo demonstrou variação positiva na força de preensão manual (4,40kgf; p=0,037). Não foram observadas variações estatisticamente significativas em outras variáveis analisadas, exceto no percentual de eosinófilos também no grupo 6g/dia (-0,66 %; p=0,022), porém sem relevância clínica significativa. Os efeitos adversos relatados foram mínimos, majoritariamente relacionados à desconfortos gastrointestinais e com resolução espontânea em poucos dias sem a necessidade de intervenção médica. Conclusão: A suplementação de creatina em 6g/dia demonstrou ser uma intervenção segura, capaz de atenuar os sintomas de fadiga e melhorar a força muscular periférica em pacientes com condição pós-covid-19.

Resumo (inglês)

Introduction: Long COVID, or post-COVID syndrome, is characterized by persistent symptoms such as fatigue, dyspnea, and myalgia following acute SARS-CoV-2 infection. Physical activity and nutritional support are among the primary management strategies. Given creatine’s potential role in chronic fatigue, we hypothesized that supplementation could alleviate symptoms in this population. Objective: To assess the efficacy of creatine supplementation in reducing fatigue among patients with long COVID and to examine its effects on physical performance, body composition, and muscle strength. Methods: In this randomized, single-blind, placebo-controlled trial, participants were assigned to receive daily supplementation with 6 g or 18 g of creatine, or 6 g of maltodextrin (placebo), for four weeks, alongside physical activity three times per week. Eligible participants had long COVID with fatigue (score ≥ 4 on the Revised Piper Fatigue Scale, PFS-R) and underwent pre- and post-intervention assessments, including physical examination, vital signs, laboratory testing, pulmonary function, muscle ultrasound, respiratory and peripheral muscle strength, body composition, 6-minute walk test, quality of life (St. George’s Respiratory Questionnaire), dyspnea perception (Baseline Dyspnea Index, Modified Medical Research Council scale), and anxiety/depression (Hospital Anxiety and Depression Scale). The primary outcome was change in PFS-R; secondary outcomes included all other measures. Difference-in-differences analysis compared changes between creatine and placebo groups. Results: Sixty-seven participants were randomized (76.6% women; mean age 52 ± 12 years), with 58 completing the trial (6 g: n = 21; 18 g: n = 19; placebo: n = 18). The 6 g/day group showed a significant reduction in fatigue compared with placebo (mean difference: −2.05; p = 0.005) and increased handgrip strength (+4.40 kgf; p = 0.037). No other significant differences were observed, except for a small reduction in eosinophil percentage in the 6 g group (−0.66%; p = 0.022), without clinical relevance. Adverse events were minimal, mostly mild gastrointestinal discomfort, resolving spontaneously. Conclusion: Creatine supplementation at 6 g/day was safe and significantly reduced fatigue and improved peripheral muscle strength in patients with long COVID.

Descrição

Palavras-chave

Creatine, Fatigue, Exercise, Infecções por coronavírus

Idioma

Português

Citação

SANTOS, Maércio Souza Cícero dos. Efeitos da suplementação de creatina na fadiga e força muscular na condição pós-covid-19: um ensaio clínico randomizado – estudo fatigue. Orientador: Robson Aparecido Prudente. 2025. Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia em Clínica Médica). Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.

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Faculdade de Medicina
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