Publicação: Quem queima mais? Análise da inflamabilidade de gramíneas invasoras e nativas do cerrado
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Data
2020-08-17
Autores
Orientador
Fidelis, Alessandra 

Damasceno, Gabriella 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Ecologia - IB
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A composição e distribuição de ecossistemas savânicos, como o Cerrado, tem influência direta do fogo, sendo estas regiões caracterizadas por sua inflamabilidade. A inflamabilidade é um conceito que de maneira simplificada trata-se da capacidade de uma planta entrar em ignição e sustentar o fogo. Algumas plantas apresentam atributos que são capazes de aumentar ou diminuir a sua inflamabilidade, como acúmulo de biomassa, teor de umidade e a própria arquitetura da planta. Além disso, a presença de espécies de gramíneas invasoras nessas fitofisionomias savânicas do Cerrado contribui para a mudança do regime de fogo, podendo resultar em alterações nas características da comunidade, como a composição de espécies. Dessa forma, este estudo buscou responder se existe diferença da inflamabilidade de gramíneas nativas e invasoras no Cerrado e se essa diferença está relacionada aos atributos vegetais das espécies que compõem o material combustível. Para isso, comparamos a inflamabilidade e os atributos morfofisiológicos entre espécies nativas (Gymnopogon foliosus, Aristida jubata, Andropogon bicornis e Sporobolus aeneus) e invasoras (Melinis minutiflora, Urochloa brizantha, Andropogon gayanus e Melinis repens) presentes em uma área de campo sujo do Cerrado. Foram realizadas medições individuais dos atributos de inflamabilidade e também medidas de teor de umidade, porcentagem de biomassa viva e morta, além da área foliar específica. Os resultados encontrados não foram significativos, indicando que não houve uma diferença entre a inflamabilidade de gramíneas nativas e invasoras. Os atributos de umidade, a biomassa morta e o SLA (área foliar específica), foram usados para explicar a semelhança da inflamabilidade entre as espécies. Tais resultados evidenciam que independentemente de ser invasora ou nativa, as gramíneas estudadas queimam bem no final da estação seca, devido ao nível de biomassa morta que os indivíduos acumulam essa época do ano. Além disso, nossos resultados mostraram que os atributos são espécie-específico, indicando que a identidade das espécies é mais importante do que o grupo ao qual ela pertence. Dessa forma, com outros estudos mais abrangentes poderemos entender melhor como as gramíneas invasoras podem influenciar o regime de fogo desses ecossistemas.
Resumo (inglês)
The composition and distribution of savanna ecosystems, such as the Cerrado, has a direct influence of fire, and these regions are characterized by their flammability. In a simplified way, flammability is the ability of a plant to ignite and sustain fire. Some plants have attributes that are capable of increasing or decreasing their flammability, such as biomass accumulation, moisture content and the plant's own architecture. Besides that, the presence of invasive grass species in these savanna phytophysiognomies in the Cerrado contributes to the change on the fire regime, which may result in changes in the characteristics of the community, such as species composition. Thus, this study sought to answer whether there is a difference in the flammability of native and invasive grasses in the Cerrado and whether this difference is related to the plant attributes of the species that compose the fuel material. For this, we compared the flammability and the morphophysiological attributes between native species (Gymnopogon foliosus, Aristida jubata, Andropogon bicornis and Sporobolus aeneus) and invasive species (Melinis minutiflora, Urochloa brizantha, Andropogon gayanus and Melinis repens) present in a dirty countryside area of the Cerrado. Individual measurements of the flammability attributes and measurements of moisture content, percentage of live and dead biomass, in addition to the specific leaf area were performed. The result found was not significant, indicating that there was no difference between the flammability of native and invasive grasses. The moisture attributes, dead biomass and SLA, were used to explain the similarity of flammability between species. Such results show that regardless of being invasive or native, the grasses studied burn at the very end of the dry season, due to the level of dead biomass that individuals accumulate at this time of year. In addition, our results showed that the attributes are species-specific, indicating that the identity of the species is more important than the group to which it belongs. Therefore, with other more comprehensive studies, we will be able to better.
Descrição
Idioma
Português