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Prevalência de hábitos bucais deletérios e maloclusões em crianças vulneráveis e a percepção dos pais sobre sua associação

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Orientador

Martins, Ronald Jefferson

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Araçatuba - FOA - Odontologia

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A sucção é um reflexo desenvolvido ainda no útero e faz parte dos movimentos fetais e de recém-nascidos, sendo fundamental para a amamentação e para o desenvolvimento psicológico. Pode torna-se um hábito deletério e interferir no padrão regular do crescimento facial, levando o aparecimento de maloclusões. Baseado no exposto, objetivou-se analisar as características socioeconômicas das famílias e a prevalência de anormalidades dento faciais e hábitos bucais nas crianças e adolescentes participantes da Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC) de Araçatuba-SP. Além disso, verificar a percepção dos pais ou responsáveis sobre a relação entre a prática de hábitos bucais e ocorrência de maloclusões, com o oferecimento da chupeta. Analisou-se a Ficha Cadastral do Aluno da Secretaria Municipal de Educação e a Ficha de Cadastro das Famílias do Projeto Caminhar, com características sociodemográficas do aluno e da família. Utilizou-se o Índice de Maloclusão nas crianças de até 10 anos. Nesse índice os indivíduos são classificados em relação à maloclusão como "normal" (sem alterações), "leve" (pequenas alterações) ou "moderada/severa" (alterações inaceitáveis na função mastigatória, aparência facial, ou problemas fonéticos). Nas crianças de 11 anos ou mais foi utilizado o Índice de Estética Dental (Dental Aesthetic Index - DAI), que avalia as informações relativas a três grupos de condições: dentição, expressa pelo número de incisivos, caninos e pré-molares permanentes perdidos que causam problemas estéticos; espaço, avaliado com base na presença de apinhamento ou espaçamento no segmento incisal, presença de diastema, desalinhamento maxilar e mandibular anterior; oclusão, baseado nas medidas do overjet maxilar e mandibular anterior, da mordida aberta vertical anterior e da relação molar ântero-posterior. Os valores obtidos são lançados em uma equação de regressão. O DAI fornece quatro possibilidades de desfecho: ausência de anormalidade ou maloclusões leves, cujo tratamento ortodôntico é desnecessário (DAI≤25); maloclusão definida, cujo tratamento é eletivo (DAI=26-30); maloclusão severa, cujo tratamento é altamente desejável (DAl=31-35) - maloclusão muito severa ou incapacitante, cujo tratamento é fundamental (DAI≥36). Aplicou-se um questionário junto aos pais ou responsáveis sobre a presença de hábitos bucais não nutritivos nas crianças, oferecimento da chupeta e percepção sobre a relação desses hábitos com a ocorrência de maloclusões. O núcleo familiar era composto pela mãe e pelo pai em 40,9% dos casos. A mãe (68,2%) e o pai (36,4%) possuíam escolaridade até o ensino médio, a renda familiar entre 1 e 2 salários-mínimos (43,9%) e 46,9% recebiam algum tipo de auxílio do governo, na maioria bolsa família. 67 (59,8%) crianças e adolescentes apresentavam anormalidades dento faciais em diferentes graus. Não foi observada associação entre a percepção dos pais/responsáveis da relação de hábitos de sucção e ocorrência de maloclusão, com a oferta da chupeta à criança. Conclui-se que os participantes do projeto social integram famílias de baixo nível socioeconômico e, em muitos casos, sem a presença do pai no núcleo familiar. A prevalência de maloclusões e hábitos bucais na população é alta. Os pais/responsáveis percebem a relação entre hábitos bucais e ocorrência de maloclusão, mas mesmo assim oferecem a chupeta para criança a fim de acalmá-la.

Resumo (inglês)

Suction is a reflex developed while still in the uterus and is part of fetal and newborn movements, being essential for breastfeeding and psychological development. It may become a deleterious habit and interfere with the normal pattern of facial growth, leading to the development of malocclusions. Based on this, the aim of the study was to analyze the socioeconomic characteristics of families and the prevalence of dentofacial abnormalities and oral habits among children and adolescents participating in the Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC) in Araçatuba, São Paulo, Brazil. In addition, the study sought to verify parents’ or guardians’ perceptions of the relationship between the practice of oral habits and the occurrence of malocclusions, particularly with the use of pacifiers. The Student Registration Form from the Municipal Department of Education and the Family Registration Form from the Caminhar Project were analyzed, containing sociodemographic characteristics of the student and family. The Malocclusion Index was used for children up to 10 years of age. In this index, individuals are classified in relation to malocclusion as “normal” (no alterations), “mild” (minor alterations), or “moderate/severe” (unacceptable alterations in masticatory function, facial appearance, or phonetic problems). For children aged 11 years or older, the Dental Aesthetic Index (DAI) was used, which evaluates information related to three groups of conditions: dentition, expressed by the number of missing permanent incisors, canines, and premolars that cause aesthetic problems; space, assessed based on the presence of crowding or spacing in the incisal segment, the presence of diastema, and anterior maxillary and mandibular misalignment; and occlusion, based on measurements of anterior maxillary and mandibular overjet, anterior vertical open bite, and anteroposterior molar relationship. The values obtained are entered into a regression equation. The DAI provides four possible outcomes: absence of abnormality or mild malocclusion, for which orthodontic treatment is unnecessary (DAI ≤ 25); defined malocclusion, for which treatment is elective (DAI = 26–30); severe malocclusion, for which treatment is highly desirable (DAI = 31–35); and very severe or incapacitating malocclusion, for which treatment is essential (DAI ≥ 36). A questionnaire was administered to parents or guardians regarding the presence of non-nutritive oral habits in children, the use of pacifiers, and their perception of the relationship between these habits and the occurrence of malocclusions. The family nucleus consisted of both mother and father in 40.9% of the cases. Mothers (68.2%) and fathers (36.4%) had education up to high school level; family income ranged between one and two minimum wages (43.9%); and 46.9% received some type of government assistance, mostly the Bolsa Família program. Twenty-nine (55.8%) children and adolescents presented dentofacial abnormalities of varying degrees. No association was observed between parents’/guardians’ perception of the relationship between sucking habits and the occurrence of malocclusion, and the offering of a pacifier to the child. It is concluded that participants in the social project belong to families with low socioeconomic status and, in many cases, without the presence of the father in the family nucleus. The prevalence of malocclusions and oral habits in this population is high. Parents or guardians recognize the association between oral habits and the development of malocclusion; however, they still offer pacifiers to children as a means of soothing them.

Resumo (espanhol)

La succión es un reflejo que se desarrolla aún en el útero y forma parte de los movimientos fetales y de los recién nacidos, siendo fundamental para la lactancia materna y para el desarrollo psicológico. Puede convertirse en un hábito perjudicial e interferir en el patrón normal de crecimiento facial, dando lugar a la aparición de maloclusiones. Con base en lo expuesto, el objetivo del estudio fue analizar las características socioeconómicas de las familias y la prevalencia de anomalias dentofaciales y hábitos bucales en niños y adolescentes participantes de la Asociación Beneficente Amor e Cuidado (ABAC) de Araçatuba, São Paulo, Brasil. Además, se buscó verificar la percepción de los padres o responsables sobre la relación entre la práctica de hábitos bucales y la ocurrencia de maloclusiones, especialmente con el uso del chupete. Se analizaron la Ficha de Registro del Alumno de la Secretaría Municipal de Educación y la Ficha de Registro de las Familias del Proyecto Caminhar, que contienen características sociodemográficas del alumno y de la familia. Se utilizo el Índice de Maloclusión en niños de hasta 10 años. En este índice, los individuos se clasifican con relación a la maloclusión como “normal” (sin alteraciones), “leve” (pequeñas alteraciones) o “moderada/severa” (alteraciones inaceptables en la función masticatoria, la apariencia facial o problemas fonéticos). En los niños de 11 años o más se utilizó el Índice de Estética Dental (Dental Aesthetic Index – DAI), que evalúa la información relativa a tres grupos de condiciones: dentición, expresada por el número de incisivos, caninos y premolares permanentes perdidos que causan problemas estéticos; espacio, evaluado con base en la presencia de apiñamiento o espaciamiento en el segmento incisal, presencia de diastema y desalineación maxilar y mandibular anterior; y oclusión, basada en las mediciones del overjet maxilar y mandibular anterior, de la mordida abierta vertical anterior y de la relación molar anteroposterior. Los valores obtenidos se introducen en una ecuación de regresión. El DAI proporciona cuatro posibles desenlaces: ausencia de anormalidad o maloclusión leve, cuyo tratamiento ortodóncico es innecesario (DAI ≤ 25); maloclusión definida, cuyo tratamiento es electivo (DAI = 26–30); maloclusión severa, cuyo tratamiento es altamente deseable (DAI = 31–35); y maloclusión muy severa o incapacitante, cuyo tratamiento es fundamental (DAI ≥ 36). Se aplicó un cuestionario a los padres o responsables sobre la presencia de hábitos bucales no nutritivos en los niños, el ofrecimiento del chupete y la percepción sobre la relación de estos hábitos con la ocurrencia de maloclusiones. El núcleo familiar estaba compuesto por madre y padre en el 40,9% de los casos. Las madres (68,2%) y los padres (36,4%) tenían escolaridad hasta la educación secundaria; el ingreso familiar se situaba entre uno y dos salarios mínimos (43,9%); y el 46,9% recibía algún tipo de ayuda gubernamental, principalmente el programa Bolsa Familia. Veintinueve (55,8%) niños y adolescentes presentaban anomalías dentofaciales en diferentes grados. No se observó asociación entre la percepción de los padres/tutores sobre la relación entre los hábitos de succióny la aparición de maloclusión, y la oferta del chupete al niño. Se concluye que los participantes del proyecto social pertenecen a familias de bajo nivel socioeconómico y, en muchos casos, sin la presencia del padre en el núcleo familiar. La prevalência de maloclusiones y hábitos bucales en la población es alta. Los padres o tutores reconocen la asociación entre los hábitos orales y el desarrollo de la maloclusión; sin embargo, aun así ofrecen el chupete a los niños como medio para calmarlos.

Descrição

Palavras-chave

Hábitos orais, Crianças, Adolescentes, Má oclusão, Malocclusion

Idioma

Português

Citação

Santos CL. Prevalência de hábitos bucais deletérios e maloclusões em crianças vulneráveis e a percepção dos pais sobre sua associação. 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) - Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2026.

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Campus: Araçatuba


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Cursos de graduação

Item type:Curso de graduação,
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