Publicação:
Ecos do Reich: a música de concerto como ferramenta de poder na Alemanha Nazista

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Data

2024-11-18

Orientador

Tomás, Lia Vera

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

São Paulo - IA - Música

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Este trabalho analisa a música de concerto como uma ferramenta de poder e domínio de massa pelo regime nazista na Alemanha. A pesquisa aborda como o regime utilizou obras de compositores como Richard Wagner, Ludwig van Beethoven e Anton Bruckner para promover ideais de pureza racial, nacionalismo e controle social. A música de concerto, antes vista como um meio de elevação estética e espiritual, foi ressignificada para servir como propaganda política ariana. O presente estudo se fundamenta em uma revisão de literatura e em fontes primárias, como obras musicais, discursos oficiais e documentos históricos, além da análise de caso da obra e vida do compositor alemão Werner Egk. Os resultados revelam que o regime nazista não apenas exaltou a música de concerto como símbolo de sua visão de superioridade racial, mas também excluiu e censurou tradições musicais que não se alinhavam com sua ideologia, como o jazz e compositores de origem judaica. Por fim, há a discussão que permeia o legado duradouro dessa apropriação cultural, questionando se é possível separar a obra de compositores como Wagner de sua associação com o nazismo. Conclui-se que a instrumentalização da música de concerto pelo regime nazista deixou marcas profundas na percepção da música alemã, impactando tanto o cenário cultural da época quanto o modo como essas obras são vistas no presente.

Resumo (inglês)

This paper analyzes concert music as a tool of power and mass control by the Nazi regime in Germany. The research examines how the regime utilized works by composers such as Richard Wagner, Ludwig van Beethoven, and Anton Bruckner to promote ideals of racial purity, nationalism, and social control. Concert music, once regarded as a means of aesthetic and spiritual elevation, was repurposed to serve as Aryan political propaganda. This study is based on a literature review and primary sources such as musical pieces, official speeches, and historical documents, aswell as the work and life of German composer Werner Egk. The results reveal that the Nazi regime not only elevated concert music as a symbol of its vision of racial superiority but also excluded and censored musical traditions that did not align with its ideology, such as jazz and composers of Jewish origin. Finally, the study discusses the lasting legacy of this cultural appropriation, ques- tioning whether it is possible to separate the work of composers like Wagner from their association with Nazism. It concludes that the instrumentalization of concert music by the Nazi regime left deep marks on the perception of German music, impacting both the cultural landscape of the time and how these works are viewed in the present.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

ARRUDA, Pedro Tedesco de Toledo. Ecos do Reich: a música de concerto como ferramenta de poder na Alemanha Nazista. Orientador: Lia Vera Tomás. 2024. 33 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Música) - Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, 2024.

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