Principais afecções orais em carnívoros e primatas

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Data

2023-06-29

Autores

Pires, Sabrina Fracascio

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Como a literatura sobre a odontologia veterinária em animais selvagens ainda é escassa, este estudo objetivou analisar as cavidades orais de carnívoros (canídeos, felídeos e procionídeos) e primatas para identificação das afecções orais mais comuns. Exceto pelos procionídeos, todos os demais animais estavam sob cuidados humanos. Em nove canídeos (Cerdocyon thous) selvagens, de 378 dentes, 194 (51,3%) apresentavam alterações, sendo 169 (44,7%) casos de doença periodontal e 24 (6,4%) fraturas. Dentre os felídeos selvagens (três Herpailurus yagouaroundi, um Leopardus pardalis, três Leopardus tigrinus, um Panthera leo, três Panthera onca e três Puma concolor), de 420 dentes, 191 (22,0%) apresentavam alterações, sendo 160 (38,0%) casos de doença periodontal e 23 (5,1%) fraturas. Em nove procionídeos (Nasua nasua) de vida livre, seis (66,7%) indivíduos apresentavam doença periodontal e/ou desgaste oclusal. Dos 364 dentes avaliados, 136 (37,4%) tinham doença periodontal e 26 (7,1%) dentes apresentavam desgaste oclusal. Em primatas (Sapajus sp.), de 13 indivíduos analisados, 10 (77%) apresentavam afecções orais. A avaliação conjunta de 416 dentes revelou que 21,6% apresentavam alterações, em especial fraturas e doença periodontal. Todos os 13 animais foram submetidos à análise microbiológica após coleta de material com swab. Apesar dos diversos microrganismos isolados, não houve uma associação óbvia entre a microbiota e as afecções orais diagnosticadas em cada animal. Por fim, uma cartilha educativa, ricamente ilustrada, foi preparada para auxiliar os médicos veterinários não especializados a reconhecer tais afecções e solicitar seu tratamento devido às várias complicações que podem ser associadas a estas enfermidades.
As the literature on veterinary dentistry in wild animals is still scarce, this study aimed to analyze the oral cavities of carnivores (canids, felids, and procyonids) and primates to identify their most common oral conditions. Except for procyonids, all other animals were under human care. In nine wild canids (Cerdocyon thous), out of 378 teeth, 194 (51.3%) presented alterations, with 169 (44.7%) cases of periodontal disease and 24 (6.4%) fractures. Among the wild felids (three Herpailurus yagouaroundi, one Leopardus pardalis, three Leopardus tigrinus, one Panthera leo, three Panthera onca, and three Puma concolor), out of 420 teeth, 191 (22.0%) had alterations, 160 of which (38.0%) cases of periodontal disease and 23 (5.1%) fractures. In nine free-living procyonids (Nasua nasua), six (66.7%) individuals had periodontal disease, occlusal wear, or both. Of the 364 teeth evaluated, 136 (37.4%) had periodontal disease, and 26 (7.1%) teeth had occlusal wear. In primates (Sapajus sp.), out of 13 individuals analyzed, 10 (77%) had oral conditions. The joint evaluation of 416 teeth revealed that 21.6% had alterations, especially fractures and periodontal disease. All 13 animals underwent microbiological analysis after collecting material with a swab. Despite the different microorganisms isolated, there was no obvious association between the microbiota and the oral conditions diagnosed in each animal. Lastly, an educational booklet, richly illustrated, was prepared to help non-specialized veterinarians to recognize such conditions and request their treatment due to the various complications potentially associated with these diseases.

Descrição

Palavras-chave

Cerdocyon thous, Sapajus sp., Nasua nasua, Odontologia veterinária, Felídeos selvagens

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