“¡Compañero Víctor Jara, presente ahora y siempre!”: memória e testemunho nos projetos de Joan Jara (1973-1993)

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Data

2023-11-28

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O presente trabalho se dedica a investigar como a memória em torno da figura, vida e obra de Víctor Jara (1932-1973) foi construída, a partir da análise de projetos mobilizados pela bailarina britânico-chilena Joan Jara (1927-2023), sua viúva. O multiartista foi um dos principais expoentes do movimento da Nova Canção Chilena; e Joan, uma das criadoras do movimento do Balé Popular. Ambos ofereceram apoio a Salvador Allende durante a campanha e o governo da Unidade Popular (1970-1973). Em 1973, após o golpe de Estado de 11 de setembro, Victor foi preso, torturado e executado no Estádio Chile, e a viúva partiu para o exílio empenhando-se em divulgar o assassinato e preservar o cancioneiro do marido. Joan foi um importante nome da oposição à ditadura civil-militar (1973-1990) de Augusto Pinochet, atuando por justiça, memória e reparação no exílio, no retorno ao Chile (1984) e durante o processo de transição democrática (1990). Como vítima de um trauma histórico, em diversos projetos defendeu a “natureza humanista do socialismo” e a positividade histórico cultural do governo de Allende. A fim de compreender como Joan Jara elaborou seu testemunho e quais as identidades estão presentes na formulação e difusão da narrativa sobre o legado de Víctor, examinamos recortes de imprensa acumulados no Archivo Víctor Jara, o LP póstumo Manifiesto Chile September 1973 (1974) e o livro Canção Inacabada (lançado originalmente em 1983), tendo como foco a constituição da memória até a criação da Fundación Víctor Jara (1993).
The present work is dedicated to investigate how the memory surrounding the figure, life and work of Víctor Jara (1932-1973) was constructed, based on the analysis of projects mobilized by the British-Chilean dancer Joan Jara (1927-2023), his widow. The multi-artist was one of the main exponents of the New Chilean Song movement; and Joan was one of the creators of the Popular Ballet movement. Both offered support to Salvador Allende during the Popular Unity campaign and government (1970-1973). In 1973, after the September 11 coup d’état, Víctor was arrested, tortured and executed at the Chile Stadium, and his widow went into exile, striving to publicize the murder and preserve her husband’s songs. Joan was an important figure in the opposition to Augusto Pinochet’s civil-military dictatorship (1973-1990), working for justice, memory and reparation in exile, upon returning to Chile (1984) and during the democratic transition process (1990). As a victim of a historical trauma, in several projects she defended the “humanist nature of socialism” and the historical-cultural positivity of Allende’s government. In order to understand how Joan Jara elaborated her testimony and which identities are present in the formulation and dissemination of the narrative about Víctor’s legacy, we examined press clippings accumulated in the Archivo Víctor Jara, the posthumous LP Manifiesto Chile September 1973 (1974) and the book Victor: An Unfinished Song (1983), focusing on the constitution of memory until the creation of the Fundación Víctor Jara (1993).

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Palavras-chave

Víctor Jara, Joan Jara, Memória, Legado, Testemunho, Memory, Legacy, Testimony

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