Análise comparativa do reparo alveolar em camundongos fêmeas C57BL/6 em falência ovariana provocada pela senescência, induzida quimicamente ou por ovariectomia.

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Data

2022-02-15

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Diferentes modelos animais são utilizados para investigação do metabolismo e reparo ósseo pós-menopausa, resultando em diferentes impactos na produção dos hormônios ovarianos. O presente trabalho analisou e comparou o processo de reparo ósseo intramembranoso após a extração dentária de camundongos fêmeas em condição de estropausa fisiológica, induzida quimicamente e por ovariectomia, bem como os níveis séricos de marcadores ósseos e de estresse oxidativo. Foram utilizados 46 camundongos fêmeas C57BL/6J, com idades iniciais entre 4, 6 e 18 meses, pesando cerca de 25 - 28 gramas, as quais constituíram cinco grupos: CT – animas que não receberam nenhum tratamento (6 meses), SHAM – ovariectomia fictícia (4 meses), OVX – submetidas a ovariectomia (4 meses), VCD – medicadas com diepóxido 4-vinilciclohexeno (VCD) (4 meses) na dose de 160 mg/Kg/dia, via IP por 20 dias consecutivos e ID – em período pós-estropausa fisiológica (18 meses). Constatada a condição de diestro persistente nos animais de todos os grupos, os mesmos foram submetidos a exodontia do incisivo superior direito para posterior eutanásia nos períodos de 7 e 21 dias, quando as maxilas contendo os alvéolos foram removidas para obtenção de lâminas histológicas coradas com HE, Tricrômico de Goldner e para a técnica imuno-histoquímica para as proteínas RANKL e OPG. O sangue também foi coletado para as análises bioquímicas para dosagem dos níveis de cálcio, fosfato, fosfatase alcalina (FAL) e TRAP total, bem como para capacidade antioxidante total e TBARs. A análise histopatológica revelou que todos os alvéolos repararam aos 21 dias; porém, com diferenças nos aspectos histomorfológicos entre os grupos. Os grupos Controle e SHAM apresentaram trabeculado ósseo regular e em remodelação com moderada marcação para RANKL e OPG. Já os grupos OVX e Idosa apresentaram trabéculas ósseas irregulares e delgadas desde o dia 7, as quais mostravam-se pouco celularizadas aos 21 dias. O grupo VCD exibiu neoformação mais discreta aos 7 dias, porém, com tecido ósseo em franca remodelação aos 21 dias. Apesar destas diferenças, notou-se moderada marcação para RANKL e OPG nestes grupos, com destaque para o infiltrado inflamatório mononuclear. Os níveis séricos de TRAP e FAL estavam significativamente aumentados no grupo Idosa aos 21 dias em comparação com os demais grupos, bem como a capacidade antioxidante total. Não foram observadas diferenças estatísticas nos níveis de cálcio e fosfato, e em TBARs. A partir dos resultados obtidos pode-se concluir que os diferentes modelos de falência ovariana, fisiológica ou precoce, interferem de modo distinto no reparo ósseo alveolar pós-exodontia, bem como nos níveis séricos nos marcadores de remodelação óssea e de capacidade antioxidante, devendo ser considerados no momento da seleção do modelo e correlação com os achados clínicos em humanos.
Different animal models are used to investigate postmenopausal metabolism and bone repair, resulting in different impacts on ovarian hormone production. The present work analyzed and compared the intramembranous bone repair process after tooth extraction in female mice in physiological stropause, chemically induced and by ovariectomy, as well as the serum levels of bone markers and oxidative stress. Forty-six C57BL/6J female mice were used, with initial ages between 4, 6 and 18 months, weighing about 25 - 28 grams, which constituted five groups: CT - animals that did not receive any treatment (6 months), SHAM - ovariectomy dummy (4 months), OVX – submitted to ovariectomy (4 months), VCD – medicated with 4-vinylcyclohexene diepoxide (VCD) (4 months) at a dose of 160 mg/kg/day, via IP for 20 consecutive days and ID – in the physiological post-estropause period (18 months). Once the condition of persistent diestrus was observed in the animals of all groups, they were submitted to extraction of the upper right incisor for later euthanasia in the periods of 7 and 21 days, when the jaws containing the alveoli were removed to obtain histological slides stained with HE, Goldner trichrome and for the immunohistochemical technique for RANKL and OPG proteins. Blood was also collected for biochemical analysis to measure calcium, phosphate, alkaline phosphatase (FAL) and total TRAP levels, as well as for total antioxidant capacity and TBARs. Histopathological analysis revealed that all alveoli repaired at 21 days; however, with differences in histomorphological aspects between the groups. The Control and SHAM groups showed regular bone trabeculation and remodeling with moderate staining for RANKL and OPG. On the other hand, the OVX and Elderly groups presented irregular and thin bone trabeculae from day 7, which showed little cellularization at day 21. The VCD group exhibited more discrete neoformation at 7 days, however, with bone tissue in clear remodeling at 21 days. Despite these differences, moderate staining for RANKL and OPG was observed in these groups, with emphasis on the mononuclear inflammatory infiltrate. The serum levels of TRAP and FAL were significantly increased in the Elderly group at 21 days compared to the other groups, as well as the total antioxidant capacity. No statistical differences were observed in calcium and phosphate levels, and in TBARs. From the results obtained, it can be concluded that the different models of ovarian failure, physiological or early, interfere differently in post-extraction alveolar bone repair, as well as in the serum levels of bone remodeling and antioxidant capacity markers, and should be considered at the time of model selection and correlation with clinical findings in humans.

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Palavras-chave

Camundongos, Envelhecimento, Menopausa, Osteoporose, Regeneração óssea, Bone regeneration

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