O trabalho rural e a sazonalidade do café: um estudo sobre assalariados do município de Campo Belo - MG

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Data

2014-12-10

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Rural Work is the theme of reflection pointed in our study in order to understand our object of study: the work conditions experienced by the coffee crop harvesters, with the aim of analyzing how workers survive the seasonal and cyclical periods of coffee, addressing primarily the working conditions and the quest for social policies as a means of survival post-cycles.The path that led us to the study of rural labor in the southern region of Minas Gerais, was, as it is considered today the largest producer of coffee in the world. This drew our attention to understand first, the rural work, taking into account the working conditions since it involves seasonal work, working hours, production, earnings; and second, the alternatives of survival faced by workers in the coffee's offseason. We used qualitative research, where we apply a semi-structured questionnaire to 20 farm workers and 01 questionnaire to the employees of the following institutions :EMATER; MTE and the Union of Rural Workers of the municipality. The harvest period is of 05 months; from the end of April and it might extend until October, which means that post-harvest many workers are temporarily unemployed. Data from field research reveal very serious situations, most work in the informal sector without any employment, deprived of social rights, including unemployment insurance in the off-season; the work process sickens workers and the compensation is insufficient for a minimum level of dignity and, most evidence is that even with the existence 0of social benefit: Bolsa Familia Program, none of our interviewees have access to social policy, with a view the character of the selectivity and conditionality of the program
El trabajo rural es el tema de reflexión señalado en nuestro estudio con el fin de entender nuestro objeto de estudio: las condiciones de trabajo experimentadas por los trabajadores de la cosecha de café, con el objetivo de examinar cómo los trabajadores sobreviven las pasajes estacionales y cíclicos del café. El camino que nos llevó al estudio de la mano de obra rural en la región sur de Minas Gerais, fue, ya que se considera hoy en día el más grande productor de café del mundo. Esto llamó nuestra atención para entender en primer lugar, el trabajo rural, teniendo en cuenta las condiciones de trabajo, ya que implica el trabajo de temporada, las horas de trabajo, la producción, el salario; y en segundo lugar, las alternativas de supervivencia que enfrentan los trabajadores en el café en la baja temporada. Se utilizó la investigación cualitativa, donde se aplica un cuestionario semi-estructurado a 20 trabajadores agrícolas y un cuestionario a los empleados de las instituciones EMATER; MTE y la Unión de Trabajadores Rurales del municipio. El período de cosecha es de 05 meses a partir de finales de abril y puede extender se hasta octubre, lo que significa que después de la cosecha que muchos trabajadores están temporalmente desempleados. Los dados de la investigación de campo revelan situaciones muy graves, la mayoría del trabajo en el sector informal, sin ningún empleo, privados de derechos sociales, entre ellos el seguro de desempleo en la baja temporada; el proceso de trabajo enferma los trabajadores y la compensación no es suficiente para un nivel mínimo de dignidad y, la más grande evidencia es que, incluso con la existencia del beneficio social: Programa Bolsa Familia, ninguno de los encuestados tiene acceso a la política social, con el fin del carácter de la selectividad y la condicionalidad del programa
O Trabalho rural é o tema de reflexão apontado em nosso estudo a fim de compreender nosso objeto de estudo: as condições de trabalho vivenciadas pelo trabalhador da colheita de café, com o objetivo de analisar como os trabalhadores sobrevivem às passagens sazonais e cíclicas do café, abordando, sobretudo, as condições de trabalho e a busca pelas políticas sociais enquanto forma de sobrevivência pós-ciclos. O percurso que nos induziu ao estudo do trabalho rural, na região Sul de Minas Gerais, foi, por ser considerada, hoje, a maior região produtora de café do mundo. Isto nos chamou a atenção para compreender em primeiro lugar, o trabalho rural, levando em consideração as condições de trabalho que envolve desde o trabalho sazonal, a jornada de trabalho, produção, salário; e em segundo, as alternativas de sobrevivência encontradas pelos trabalhadores na entressafra do café. Utilizamos a pesquisa qualitativa, onde aplicamos um questionário semiestruturado a 20 trabalhadores rurais e 01 questionário aos funcionários das instituições EMATER; MTE e Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município. O período de colheita ocorre em 05 meses, a partir do final do mês de abril e pode se estender até outubro, o que significa dizer que pós-safra muitos trabalhadores ficam desempregados temporariamente. Os dados da pesquisa de campo revelam situações muito graves: a maioria trabalha na informalidade, sem nenhum tipo de vínculo empregatício, desprovidos dos direitos sociais, inclusive do seguro desemprego no período de entressafra; o processo de trabalho adoece os trabalhadores e a remuneração é insuficiente para um patamar mínimo de dignidade e, a maior evidência é que mesmo com a existência do benefício social: Programa Bolsa Família, nenhum de nossos entrevistados tem acesso à política social, tendo em vista o caráter da seletividade e da condicionalidade do programa

Descrição

Palavras-chave

Serviço social rural, Trabalhadores rurais - Aspectos sociais, Emprego temporário, Cafeicultores - Minas Gerais. (Estado), Política social, Café - Brasil - História, Social service

Como citar

RIBEIRO, Jeovana Nunes. O trabalho rural e a sazonalidade do café: um estudo sobre assalariados do município de Campo Belo - MG. 2014. 173 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, 2014.