Uso da linguagem documentária na busca da informação em bibliotecas universitárias: a perspectiva dos deficientes visuais

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Data

2015-04-10

Autores

Vitorini, Érica Fernanda [UNESP]

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Documentary languages, as instruments for representation and measurement of information access must include all users, without distinction. Thus, a study about the use of documentary language applied to information retrieval, was taken, considering the visually impaired perspective, aiming to gather information about the real needs and difficulties these users face trying to access information. The study was taken in public universities in the state of São Paulo which offer accessibility laboratories for visually impaired users. Hence, the study was carried with five visually impaired users and five librarians from: Cesar Lattes Central Library (BCCL) Accessibility Laboratory (LAB) at University of Campinas (Unicamp); Science and Literature Library Accessibility and Development Laboratory (LAD) at Universidade Estadual Paulista (Unesp) and Special Groups of Users Attendance Program: Visually Impaired (PROVER) at Federal University of São Carlos (UFSCar). The methodology used was focus group. From collected data, two analysis categories were established, based on the declarations emitted by the users, in comparison to Information Science literature. Results show some significant advances were already reached in accessibility laboratories, although some investment in research is still required, when it concerns to developing and using a library catalog, and especially referring to documentary language. The need for formalization and standardization of criteria for the offer of products and services designed for visually impaired users was also observed.
As linguagens documentárias como instrumentos de representação e de mediação do acesso a informação, incluem, necessariamente, todos os usuários, independentemente de qualquer distinção. Desse modo, realizou-se um estudo do uso da linguagem documentária aplicada à recuperação da informação na perspectiva dos deficientes visuais, visando obter informações sobre as reais necessidades e dificuldades que esses usuários experimentam no acesso à informação. A pesquisa foi realizada em universidades públicas no estado de São de Paulo que dispunham de laboratórios de acessibilidade para deficientes visuais. Assim, participaram da pesquisa cinco usuários com deficiência visual e cinco bibliotecários, atuantes nas seguintes instituições: Laboratório de Acessibilidade (LAB) da Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Laboratório de Acessibilidade e Desenvolvimento (LAD) da Biblioteca de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e o Programa de Atendimento a Grupos Especiais de Usuários: Deficientes Visuais (PROVER) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A metodologia utilizada foi o grupo focal. A partir dos dados coletados foram estabelecidas categorias de análise baseadas nas declarações emitidas pelos sujeitos em comparação com a literatura da área da Ciência da Informação. Os resultados mostram que alguns avanços significativos já foram alcançados nos laboratórios de acessibilidade, porém ainda são requeridos investimentos de pesquisa relativos à construção e ao uso do catálogo de biblioteca, especialmente referentes à linguagem documentária. Observou-se, também, a necessidade de formalização e padronização na adoção de critérios para a oferta de produtos e serviços destinados aos usuários com deficiência visual.

Descrição

Palavras-chave

Linguagem documentária, Recuperação da informação, Bibliotecas universitárias, Acessibilidade, Catálogos de bibliotecas online, Deficientes visuais, Academic libraries

Como citar

VITORINI, Érica Fernanda. Uso da linguagem documentária na busca da informação em bibliotecas universitárias: a perspectiva dos deficientes visuais. 2015. 86 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Filosofia e Ciências, 2015.